Ian Ferraz
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Um novo imbróglio ameaça o início do Campeonato Candango. Depois da demora dos clubes em definirem a tabela e o calendário junto à Federação Brasiliense de Futebol (FBF), agora foi a vez dos árbitros colocarem os apitos sobre a mesa e paralisarem os trabalhos.
O problema ocorreu porque os clubes e a Federação contrariaram a escolha do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Distrito Federal (SAF/DF), que sugeriu quatro nomes para a presidência e demais cargos da Comissão de Árbitros de Futebol do Distrito Federal (CDAF). Os indicados foram Raimundo Lopô, José Paulo Gomes, Jamir Garcez e Mauro Martins. A Federação optou por colocar Alexandre Andrade na presidência da Comissão, nome que não fazia parte da escolha dos sindicalizados.
Os clubes pediram a saída de José Renê do cargo e o sindicato aceitou, desde que fossem respeitadas as indicações dos árbitros. Um dos principais nomes da arbitragem do DF, Sandro Ricci questionou o interventor da Federação, Miguel Alfredo, e os clubes. “Fomos surpreendidos, porque o interventor mudou de opinião sem consultar a classe. E por que os clubes, sabendo das indicações, preferiram contrariar o sindicato?”, perguntou o árbitro da Fifa.
O presidente do sindicato, José Caldas, também pede uma solução. “Quem tem de dirigir a arbitragem são os árbitros. O acordo foi assinado pelo interventor. Palavra é para ser cumprida”, pede Caldas.