Usado apenas para cobrir o buraco deixado pela saída de Paulo Autuori, o técnico interino Emerson Ávila ganhou moral no Cruzeiro após a vitória de 2 x 0 sobre o rival Atlético-MG na decisão do Campeonato Mineiro. A Raposa precisava devolver os 4 x 0 atleticanos do último jogo, mas a disposição dos atletas em campo rendeu elogios e aplausos dos pouco mais de quatro mil celestes presentes ao Mineirão.
“Foi uma semana difícil, a gente perdeu o treinador, jogadores expulsos, tudo contra e o time reagiu muito bem. O esquema tático favoreceu muito, o time ficou muito mais solto dentro de campo, lutou muito. Foi um time de guerreiros, que honrou a camisa do Cruzeiro e espero que a gente possa iniciar bem o Campeonato Brasileiro”, avaliou o capitão Ricardinho.
A aposta em alguns talentos da base campeã da Copa São Paulo de juniores é ponto positivo junto aos cruzeirenses. O rendimento surpreendeu até a diretoria que agora já adia a possibilidade de contratar um novo treinador para depois da estréia celeste no Mineirão, sábado, contra o Fluminense, no Maracanã.
“Se tiver a oportunidade sábado, mais uma vez eu vou procurar fazer meu trabalho de maneira consistente e sólida, para que o Cruzeiro inicie bem numa competição tão difícil como é o Campeonato Brasileiro, em que cada jogo é decisivo. A preocupação nossa é estudar bem os jogadores que temos agora para compor a equipe no sábado”, avaliou Ávila.
Há 11 anos na Raposa, o comandante interino revela o caminho para o sucesso: respeito e amor à camisa celeste. Sem tempo para realizar grandes mudanças na parte tática do Cruzeiro, foram esses fatores que Ávila valorizou na hora de definir os 11 iniciais. “O grupo teve essa confiança o tempo inteiro, fizemos uma semana muito boa de trabalho, preparamos muito bem a equipe no lado tático e no lado emocional e motivamos o grupo para que estivesse respeitando as cores do clube e vestindo essa camisa com muito amor”, definiu.