A goleada por 4 a 0 sofrida nesta quinta-feira frente ao Caxias fez o Grêmio cair para a disputa das quartas-de-final da Taça Fábio Koff contra o arquirrival Internacional. Na iminência de mais um Gre-Nal, o técnico Celso Roth deve ser forçado a antecipar o fim do descanso aos titulares para que a equipe tricolor não protagonize mais um vexame para a torcida.
“Por mais que tenhamos que ficar do lado do grupo, nosso desempenho foi pífio. Não podemos ser mais realistas que o rei”, admitiu Roth, que escalou os reservas em Caxias do Sul nesta quinta. “Sabíamos que estávamos correndo o risco, mas agora é difícil dizer que esse time tem condições de ir para o Gre-Nal. Analisaremos com a diretoria o que fazer”, complementou.
Será, mesmo, a cúpula dirigente do Grêmio que decidirá como o Tricolor do Olímpico irá a campo no domingo, um dia depois do aniversário de 100 anos do Internacional. Uma derrota, além de soar como mais um fracasso do time de Roth em clássicos Gre-Nal, também ecoaria como decepção no torneio que leva o nome de um dos maiores presidentes do clube.
Mas Roth, visivelmente, quer priorizar a Copa Libertadores da América – na terça-feira, dois dias depois das quartas-de-final, o Grêmio recebe o boliviano Aurora, no Olímpico, pela quarta rodada do grupo 7 do torneio continental. “Eu sempre disse que o planejamento era esse, o privilégio era a Libertadores. Vamos ver o que fazer, mas em uma circunstância como essa (clássico com o Inter), repensamos. Vejamos com a diretoria”, reforçou o treinador.
Uma outra alternativa válida para não sobrecarregar os titulares gremistas seria colocar os titulares no Gre-Nal e um mistão para medir forças com o Aurora – o Grêmio está mais confortável na Libertadores, na liderança do grupo 7 com sete pontos. O Aurora, mais fraco, perdeu todos os jogos disputados. Ma Roth não quer. “O Aurora é um time de Libertadores, não podemos dizer se é mais fraco ou mais forte que outro adversário”, encerrou.