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Futebol

Após sair do quadro da Fifa, árbitro aponta "sujeirada" na Conaf

Arquivo Geral

06/01/2012 18h34

O árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca colocou, nesta sexta-feira (6), um ponto de interrogação sobre alguns resultados de partidas do futebol brasileiro. Após perder o escudo da Fifa para Péricles Bassols, de quem havia herdado o brasão em 2011, ele disparou uma série de críticas e denunciou possível corrupção na administração do presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), Sérgio Corrêa.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, ele garantiu que Corrêa exige que os juízes escalados liguem para ele com a finalidade de “receberem instruções”. Gutemberg citou o caso de quando foi o mediador da partida entre Corinthians e Goiás, pelo Campeonato Brasileiro de 2010. Na ocasião, o Alvinegro liderava a competição.

“Ele inventou essa situação. Eu liguei antes do Corinthians e Goiás, que o Corinthians ganhou de 5 a 1, e ele me disse: “vai lá, vai apitar o jogo do Timão, hein”. E o que eu posso entender por isso? Que se o Corinthians não ganhar eu posso nunca mais apitar. Ser punido e não entrar mais em escala? E tudo isso está documentado, por isso falo com tranquilidade”, comentou.

O ex-representante do Rio de Janeiro no quadro da Fifa, que garantiu não ver motivo para ter seu escudo tirado, já que passou em todos os testes ainda afirmou que, assim que parou de telefonar, passou a ficar fora das escalas. Tudo isso sem poupar críticas a Corrêa, a quem chamou de mentiroso, “mariquinha” e corrupto.

“Ele segue o lema de ‘a culpa é minha, e eu a coloco em quem eu quiser’. Por exemplo, em 2010 eu fui o que fiz mais clássicos no Rio, mas 2011 não entrei em nenhuma escala. Ainda fui colocado para apitar Náutico x Sport. Então não entendo, eu sou capaz de apitar o clássico lá e não sou no Rio? Se o árbitro não cumprir aquilo que ele determina, fica fora das escalas”, garantiu.

Por fim, Gutemberg garantiu que nenhuma providência foi tomada pelo fato de o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, estar preocupado com questões envolvendo a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

“O presidente da CBF está com a cabeça voltada para a Copa e não tem tempo de apurar os fatos. Tenho certeza de que quando tiver, ele vai chegar a um denominador comum, porque não aconteceu só com o Gutemberg. Tem que limpar essa sujeirada. Aí sim os torcedores brasileiros e os árbitros vão poder voltar a acreditar no futebol”, encerrou.

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