No último domingo, o Brasil venceu a Escócia, no estádio Emirates, em Londres, e uma banana foi jogada para Neymar ao fim da partida. O jogador do Santos reclamou de racismo, embora a Polícia Metropolitana, que já identificou o responsável, tenha descartado essa hipótese e encerrado o caso. Horas depois, em Goiânia, um caso parecido aconteceu.
O Vila Nova venceu o Atlético-GO por 1 a 0 e quebrou um tabu de oito anos sem triunfar sobre o rival. Irritado, o vice-presidente Maurício Sampaio disparou contra a arbitragem, a Federação Goiana e os jogadores. O alvo de mais críticas foi o árbitro Wellington Branquinho. Ele considerou justa a expulsão do ala direita Adriano, mas reclamou de um pênalti não marcado em cima de Juninho.
“Esse Branquinho deve ser um pre..uma outra cor. Não vou dizer porque até eu sou moreno. É um árbitro que sempre apita mal, ele está a mando de seu André Pitta (presidente da Federação Goiana de Futebol)”, disparou em entrevista à Rádio 730.
O time e o treinador René Simões também não foram poupados. De acordo com Sampaio, os jogadores do Atlético-GO entraram em campo sem garra,com salto alto e não reconheceram o adversário. Além disso, ele reclamou do excesso de saídas à noite.
“Talvez o René acredite esse time não é noturno. É um time noturno sim. Gosta de festa, de uma boa cerveja, como eu também gosto, mas não podem fazer o que fizeram aqui. É melhor não entrarem em campo. Os nossos volantes, que nós sabemos que gostam da noite, marcaram à distância o tempo todo”, reclamou.
“Estou dizendo aqui como torcedor: não venho mais a campo para assistir a uma palhaçada dessas”, finalizou.