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Futebol

Após perder Carleto, Teixeira mostra preocupação com promessas

Arquivo Geral

27/11/2008 0h00

Em reunião ordinária do Conselho Deliberativo do Santos na noite desta quarta-feira, o presidente Marcelo Teixeira aproveitou para esclarecer a negociação envolvendo o lateral-esquerdo Thiago Carleto com o Valencia, da Espanha. Além disso, o dirigente se mostrou preocupado quanto ao assédio de empresários na tentativa de levar garotos tidos como promessas da Vila Belmiro.


Segundo o mandatário, o Peixe fez o que era possível para tentar segurar o Carleto. “Nós nos resguardamos no contrato que assinamos com ele, tanto que o Carleto jogou aqui dos 16 aos 19 anos. O atleta tinha contrato conosco ainda, mas havia essa proposta para do exterior. Era a vontade dele se transferir e, por isso, não conseguimos segurá-lo”, disse Teixeira.


Apesar de não ter conseguido evitar a saída de Carleto do Alvinegro Praiano, o presidente santista revelou que a sua maior preocupação está na manutenção das jovens promessas das categorias de base. “O caso do Carleto não preocupa mais, até porque ele já foi vendido. Temos outros garotos, de melhor nível técnico do que ele e é nisso que estamos pensando. Um deles, que inclusive defende as seleções de base, está sendo sondado por outros clubes. Estamos alertas quanto a isso”, afirmou.


A reportagem da Gazeta Esportiva.Net apurou que o jovens jogador em questão é o atacante Geovane, da equipe juvenil. Conforme já foi informado pela GE.Net anteriormente, Geovane chegou a deixar o Santos no ano passado, levado por seu empresário, para realizar testes no Arsenal, da Inglaterra. O medo de Marcelo Teixeira é que a história se repita ou o promissor avante deixe a agremiação.


Preocupado com a situação difícil que os equipes brasileiras têm para segurar suas promessas, Marcelo Teixeira fez um desabafo. “Disse ao Zito (gerente de futebol) que talvez seja melhor fazer como em 2001, quando emergencialmente trouxemos o Elano, o Renato e o Alex, praticamente prontos para subir ao profissional, do que investir num menino dos 9 aos 16 anos e depois vê-lo sair pela mão de empresários, sem nenhum retorno financeiro ou futebolístico ao time”, finalizou.


 

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