De volta ao gramado na quarta-feira, quando entrou no segundo tempo da vitória de virada sobre o Danubio, Luis Fabiano disse não ter lido ou ouvido a declaração do presidente do São Paulo a respeito de sua situação no clube. O atacante, porém, avisou que, se for do interesse de Carlos Miguel Aidar, eles podem acertar uma rescisão em comum acordo.
“Sinceramente, não vi as palavras do presidente. Vou dar uma olhada e em cima do que ele falou, vamos ver se a gente acerta (a saída) amigavelmente. Do meu lado, não tem problema ver o que é melhor para as duas partes. Se tiver que sair agora, saio agora”, disse o jogador, ainda no Estádio Luis Franzini.
Horas antes da partida de extrema importância para a equipe brasileira, Aidar havia dito em Montevidéu que não se oporia a uma eventual saída de Luis Fabiano no final do ano, quando acaba seu contrato, para o Orlando City. O clube americano sondou o atacante recentemente, mas ouviu dele que a negociação precisaria ficar para 2016.
“Perdemos o Kaká, e o Rogério (Ceni) também está em vias de se aposentar. Então, a perda do Luis Fabiano seria mais um golpe duro para nós. Mas, ultimamente, ele tem tido alguns problemas de saúde que não o deixam apto a jogar. E nós precisamos que o jogador esteja disponível para entrar em campo. Se ele decidir ir para o Orlando City, é porque será algo bom para ele, então o São Paulo não colocaria nenhum empecilho”, falou o mandatário.
Apesar da clara demonstração de que não tem interesse em estender novamente o vínculo de Luis Fabiano, a diretoria dificilmente aceitaria se desfazer dele antes do final da temporada. Até porque o outro centroavante do elenco, Alan Kardec, operou o joelho direito na semana passada e ficará até seis meses em recuperação.
Para o atacante, no entanto, a declaração não caiu bem. Embora diga que não tenha visto, ele admitiu a possibilidade de abreviar sua permanência no clube. “Como eu disse, não vi a declaração dele, estava concentrado para um jogo importante. Mas, em cima do que ele declarou, vamos conversar e ver o que é melhor para as duas partes”, cogitou. “Às vezes, sua vontade não prevalece. Mas, aqui ou em outro lugar, vou jogar mais dois ou três anos”.
Situação semelhante vive Alexandre Pato. Emprestado pelo Corinthians até o final do ano, ele recebe metade de seus vencimentos através do São Paulo. A diretoria já afirmou que não terá condições de arcar com seu salário integralmente depois disso. “Vou pensar nisso quando acabar o ano. Quero ir bem para conseguir pelo menos um título”, falou o atacante, com tom de quem não estará mais no São Paulo em 2016.