A Fundação Emília, tradicional instituição chilena que angaria fundos para ajudar vítimas de acidentes, optou por não receber doações do jogador Arturo Vidal. Por meio de sua fundação, o atleta da seleção chilena teria manifestado a vontade de doar os prêmios em dinheiro que conseguiu até então na Copa América para a instituição social com sede em Santiago. No entanto, tendo em vista o envolvimento de Vidal há cerca de duas semanas, a Fundação preferiu não fazer alianças com o jogador.
Por meio de um comunicado divulgado em suas redes sociais, a Fundação Emília disse que “não tem contato com os investigados em acidentes até que os processos sejam concluídos, basicamente por respeitar a dor das vítimas”. Apesar do acidente em que Vidal destruiu sua Ferrari não ter vitimado ninguém, o jogador segue sendo investigado após perder a habilitação por dirigir sob efeito de álcool, o que foi comprovado na ocasião após exames.
Ainda na nota, a Fundação reitera que “o ponto não é se Arturo causou ou não lesões ou a morte de outros, o ponto é que arriscou sua vida e a de pessoas inocentes, por não entender que o alcance de seus atos tem consequências, e essas consequências podem, por vez, configurarem-se em delitos”.
“Não o condenamos como pessoa, condenamos suas ações, que provocaram divisões na postura de todo um país e que para muitas famílias resultam em perdas dolorosas. Queremos reiterar que estamos do lado da Justiça e que seguiremos atentos aos resultados das investigações até que o processo se conclua”, finalizou o comunicado.
Apesar da sequência do processo na Justiça, Vidal está incorporado à seleção chilena e segue treinando normalmente. Acusado de xingar polícias após ser detido por dirigir sob efeito de álcool, e bater sua Ferrari no caminho à concentração do Chile, após noitada em um cassino, o meio-campista chileno foi respaldado pelo grupo da Roja e deve ser presença garantida no confronto diante do Uruguai, quarta-feira.