Um está na seleção principal de futebol do Brasil. O outro na olímpica (sub-21). O que um tem a ver com o outro? Ambos são colegas de trabalho e atuam no futebol nacional defendendo a camisa do Botafogo. O mais jovem, Andrey, garante que o veterano Jefferson é um das suas principais inspirações.
“Ele já está comendo de colheradas cheias. Eu ainda caminho pelas beiradas”, brinca Andrey.
Engana-se quem pensa que o mais velho ensina apenas como o mais novo deve se portar em campo. De acordo com o novato – substituto de Jacsson no jogo de hoje, às 19h, no Mané Garrincha, contra os Estados Unidos amanhã – a conversa entre eles é mais profunda e transcende os gramados de futebol.
“Ele (Jefferson) é um cara sensacional. Cada goleiro tem o seu jeito de atuar, que vem da base. Mas ele me ensina muito a ser humilde, principalmente quando a gente veste essa camisa aqui”, disse, apontando para o escudo da CBF contendo as cinco estrelas.
Uma diferença de 12 horas separa a atuação dos dois. Hoje, Andrey entra em campo às 19h contra os EUA, e Jefferson amanhã, às 7h45, diante do Japão.
Choque de realidade
Assim que soube da convocação do amigo para o time principal, Andrey tentou brincar. “Disse que mal ele tinha chegado e já estava tomando conta do sofá”, recorda.
Jefferson logo rebateu: “Não, senhor! Aqui a gente leva tudo na humildade e todo mundo observa isso”, alertou o titular do gol da seleção brasileira e do alvinegro carioca.
Saiba mais
As entradas para a partida entre as seleções olímpicas do Brasil e dos Estados Unidos estão disponíveis no site da Bilheteria Digital.
Vinte e dois mil lugares foram disponibilizados e a cadeira sai a R$ 60 (R$ 30 a meia).
A seleção brasileira vem de uma vitória sobre a Bolívia, por 3 x 1, e, hoje, duela com os EUA, às 19h, no Mané Garrincha.
Público ainda aquém
O técnico da seleção olímpica, Alexandre Gallo, acredita que o número de torcedores nos estádios para acompanhar a preparação do time para os Jogos do Rio 2016 aumentará gradativamente. Na sexta, na Arena Pantanal, em Cuiabá, o Brasil olímpico, formado neste momento por jogadores de até 21 anos, venceu a equipe principal da Bolívia por 3 x 1 jogando bem, mas para apenas pouco mais de 11 mil pessoas.
“Vai depender da nossa capacidade esse público ir aumentando cada vez mais, temos que merecer isso. Aos poucos, com os jogos passando na TV, o público vai conhecendo mais esses jogadores”, disse Gallo.
A CBF pretende que a seleção olímpica jogue muitos jogos em datas Fifa no Brasil para tentar fidelizar o torcedor. Há temor de que o fracasso na Copa-2014, principalmente a derrota de 7 x 1 para a Alemanha na semifinal, crie um clima de desconfiança para o time olímpico, que tentará o ouro inédito em casa.
Por isso, o time de Gallo deve jogar em 2015 em outros estádios que receberam jogos da Copa deste ano, como o Castelão, em Fortaleza, a Arena das Dunas, em Natal, e a Arena Pernambuco.