A repercussão das declarações de Andrés Sanchez citando uma lista de reforços caros para o Corinthians obrigou ao presidente ter de se retratar. Durante a festa que comemorou o acesso e a conquista da Série B, o mandatário deu uma série de nomes que estariam entre os cobiçados e houve quem montasse um time ‘galático’ com Kléber, Jorge Wagner, Kléber Pereira e até Ronaldo Fenômeno. O que irritou Sanchez.
“Eu não afirmei que estávamos em negociação com aqueles atletas. Todos os que citei são ótimos nomes, mas só falei para ilustrar que todo grande jogador interessa ao clube”, argumentou o dirigente no site oficial do clube, preocupado em não ter de explicar no futuro um possível fracasso em negociações tidas como complicadas.
“Temos o compromisso de não iludir nosso torcedor. E é preciso deixar claro que não vamos contratar todos esses jogadores. Vamos sim reforçar nossa equipe, deixá-la ainda mais forte. Mas dentro da nossa realidade”, explicou o presidente.
Dentre os reforços citados pelo presidente, estavam os palmeirenses Martinez, que tem problemas para renovar seu contrato com o Verdão, e Kléber, que tem o passe fixado em US$ 8 milhões pelo Dínamo de Kiev; o gremista Tcheco; os botafoguenses Túlio e Jorge Henrique; o santista Kléber Pereira; e o são-paulino Jorge Wagner, vinculado no Morumbi até 2011 – o diretor de futebol tricolor, João Paulo de Jesus Lopes, chegou a dizer à GE.Net que o ala/meia está tão perto do Timão quanto a Terra está de Marte.
Nomes famosos à parte, a principal preocupação alvinegra segue a tentativa de manter os titulares. A prioridade é Herrera. Os campeões da Segundona já acertaram a compra dos direitos federativos do argentino com Gimnasia e San Lorenzo, mas o imbróglio está nos 15% do valor da negociação (cerca de R$ 860 mil) que é de direito do jogador.
Além do elenco, o clube paulista também tem que se preocupar com a comissão técnica. Nessa terça-feira, o preparador físico Flavio Trevisan foi avisado de que seu contrato não seria renovado e a diretoria já busca outro nome para ajudar Mano Menezes em 2009. Sidnei Lobo, auxiliar-técnico e homem de confiança do treinador, negocia sua permanência.