Apesar de ter visto a derrota de sua chapa nesta terça-feira como uma vitória moral, Andrés Sanchez sabe que, na prática, terá muito mais dificuldade para seguir seu projeto de alteração do estatuto, rediscussão da parceria com a MSI e renovação do marketing do clube.
O líder da oposição evitou chorar o resultado ou reclamar da tática de Alberto Dualib, que teria pago passagens para buscar conselheiros que não freqüentam o clube há anos apenas para a votação desta noite.
“Friamente foi uma derrota maior para o Dualib do que para mim. Porque ele tem a máquina da presidência, tem a família grande e tudo mais. Nós entramos apenas com 100 conselheiros e mesmo assim conseguimos perder por apenas dois votos”, disse Andrés Sanchez, que lamentou o fato de três membros da sua chapa terem faltado à reunião por problemas particulares e de trabalho.
Andrés estava visivelmente abatido por ter sido derrotado por uma margem tão pequena. Mesmo assim, ele não lamentou o fato de não ter usado a liminar que tinha para impedir que os 100 conselheiros indicados por Alberto Dualib tomassem posse antes das eleições do Conselho Deliberativo e do Cori.
“Decidi assim porque de outra forma iríamos para uma batalha judicial demorada que não teria fim” afirmou o líder da oposição. “Perdemos legitimamente, mas nosso trabalho continua. O Dualib será obrigado a abrir esta caixa preta que virou o Corinthians. Nas próximas reuniões, ele já terá menos votos porque 30 ou 40 conselheiros que ele trouxe de avião, nunca mais vão voltar”, concluiu Andrés.