O presidente da Federação Somaliana de Futebol, Muhyidin Hassan Ali, está sendo submetido a uma investigação da Fifa, sob a acusação de ter desviado dinheiro destinado ao pagamento de funcionários e contas telefônicas.
Segundo o secretário geral da Federação Somaliana, Abqdiqani Said, o presidente, que fora suspenso de seu cargo no último dia 17, sacou uma quantia de aproximadamente 100 mil dólares (aproximadamente 208.450 reais), deixando apenas 600 dólares aos caixas da entidade.
“Ele desviou o dinheiro correspondente a três anos de salários dos funcionários, além da quantia relativa às contas de telefone. Ele me substituiu na administração financeira sem o conhecimento do executivo”, revelou Said.
Em uma carta endereçada ao comandante do futebol somaliano, a Fifa exigiu explicações a respeito de tal manobra financeira, e disse que o presidente será submetido a uma investigação minuciosa.
A seleção da Somália tem enfrentado dificuldades para participar de torneios internacionais, já que sofre com a falta de recursos financeiros. Desorganizado, o time se reúne apenas a alguns dias antes dos campeonatos e treina no precário estádio da capital Mogadíscio, que se encontra arruinado pelos vários conflitos resultantes da guerra civil que assola o país.
Said disse que a violência na capital forçou a federação a cancelar as partidas de futebol, que segundo ele são bastante apreciadas pelo público somaliano. “Morteiros estão sendo disparados a todo momento. Não conseguimos garantir a segurança do público”, disse o dirigente. “Estamos trabalhando juntamente com o ministro dos esportes para remediar este problema”, concluiu.