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Futebol

Acuado, Kleina ataca incompetentes e "engenheiros de obra pronta"

Arquivo Geral

08/05/2014 11h21

Gilson Kleina já foi mantido mesmo após ter perdido por 6 a 2 para o Mirassol e de ter sido criticado publicamente pelo presidente Paulo Nobre na eliminação na Copa do Brasil de 2013. Mas o técnico nunca viveu tanta incerteza no cargo, a ponto de dizer que agora passa por sua “primeira turbulência” no Palmeiras. Ciente do sério risco de demissão e da pressão dos conselheiros por Vanderlei Luxemburgo, ataca quem o contesta.

“Neste momento de derrota, é a força dos incompetentes, daqueles que querem que tudo dê errado. Quem torce contra, pode fomentar a situação e o trabalho desenvolvido”, falou. “Quando o resultado não vem, tem um monte de engenheiro de obra pronta com solução. Já começam a minar o trabalho, um modelo construído, apesar de vermos grandes equipes com grandes investimentos também lutando para se reconstruir. Mas vêm falar que o comando não tem comando e jogador não presta.”

O técnico que escalou três volantes na derrota para o Sampaio Corrêa resolveu usar o ataque como defesa em seu momento mais acuado no clube. Uma reunião nesta quinta-feira entre Nobre, o diretor executivo José Carlos Brunoro e o gerente de futebol Omar Feitosa pode definir a sua demissão, mesmo que essa decisão custe cerca de R$ 900 mil ao já endividado clube.

Ciente de que o meia Bernardo, emprestado pelo Vasco até dezembro, será anunciado oficialmente em breve, Kleina pede para aproveitar ele e outras contratações que virão. “Todos procuram reforços, estão na iminência de chegar. É a hora da tranquilidade, não adianta achar que o encaixe virá da noite para o dia”, avisou.

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