A data da possível penhora foi publicada no Diário Oficial da União, cumprindo resolução do juiz José Eduardo Chaves Júnior, da 21ª Vara do Trabalho, em resposta à ação impetrada pelo ex-jogador do Galo, Ronildo Batista Santos, que tem R$ 1,2 milhão para receber do clube alvinegro.
Romildo entrou na Justiça contra o Galo em 2003 e, para evitar a penhora, o clube vai ter de quitar a dívida antes da data estipulada da venda. Em entrevista ao site Superesportes, Valadares confessou que estuda outra medida para evitar o leilão.
"No momento o que temos que fazer é pagar, mas o Atlético vai buscar um meio jurídico para evitar o leilão", revelou. "A sede tem associados, que, em tese, tem legitimidade, para tentar impedir o leilão", completou o vice-jurídico do Alvinegro, Roberto Vasconcellos.
O clube espera com certa ansiedade a proposta feita à Justiça mineira, de conceder mensalmente 10% de seu faturamento líquido para o pagamento de dívidas como essa, de Romildo. A ação atleticana será julgada nesta sexta, no tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) e o futuro do Galo está nas mãos de 36 desembargadores.
A alternativa levantada por Vasconcellos também é válida, visto que durante a construção da sede de Lourdes o Atlético teve de recorrer a cerca de mil sócios para fechar as obras, concedendo-lhes cotas de propriedade do imóvel. No caso, o que seria leiloado é apenas a parte pertencente ao Galo.
Calcula-se que a dívida atleticana gira em torno de R$ 30 milhões, toda atrelada às ações sofridas pelo clube na Justiça. Parte de R$ 10 milhões do montante já estão em fase de execução, discutidos nos tribunais. Entre alguns casos, destaca-se as ações do meia Ramon (R$ 3 milhões), com o lateral-esquerdo Ronildo (R$ 2,5 milhões), com o volantes Gilberto Silva (R$ 2 milhões), com o preparador físico Noslen Mehl (R$ 1,5 milhões) e com o goleiro Kléber (1,2 milhões).
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