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Cat café temático tem gatos disponíveis para adoção

Cat café brasiliense já realizou a adoção de mais de 250 animais em menos de um ano de atuação

Por Amanda Karolyne 05/07/2023 6h58

Para os amantes de cafés e de gatinhos, em Brasília já existem os chamados cat cafés, lugares em que as pessoas podem apreciar um bom café, e ainda, interagir com os gatinhos que estão aguardando adoção. Em sete meses de funcionamento, o My Cat Space, um dos dois cat cafés de Brasília, alcançou a marca de 250 animais adotados. A cada 15 dias, são realizadas feiras temáticas de adoção no café, para incentivar novos tutores, e aproximá-los dos protetores dos gatinhos. No próximo domingo (9), vai ser realizado o Miaurraia, uma festa julina e feira de adoção do estabelecimento, das 10h às 18h. A cafeteria fica na CLN 111, bloco A.

O nino, um gatinho cinza de dez meses, foi adotado no estabelecimento, pela arquiteta Sabrina Montenegro de Castro, 42 anos. Ela participou do projeto desde o começo, e é frequentadora assídua do local. “Eu já tinha quatro gatos, e um dia eu fui lá sozinha para conversar com a proprietária e entrei no gatil”, conta. Então, como ela descreve, o gatinho subiu no colo dela e pediu para ir embora com Sabrina. “Quando eu saí do gatil, ele sentou na frente de onde eu estava tomando café, e ficou me encarando, esperando eu voltar”.

Ela sempre quis um gatinho cinza, e então ela ligou por vídeo para o marido, para mostrar que o gatinho estava pedindo para ir com ela. “E então, foi nossa quinta aquisição. Ele é uma gracinha, um fofo”. Sabrina conta que é enlouquecida com gatos, e achou muito maravilhoso o projeto. Todos os gatos dela são resgatados, e depois de Nino, ela chegou a adotar um gatinho de rua mesmo, chamado Batman. Ela conta que anda com ração dentro do carro, porque mesmo não podendo resgatar todos os gatos de rua, não deixa nenhum deles passando fome.

Sabrina explica que Nino já estava todo bem cuidado, no My Cat Space, com a vacinação certinha. Ela elogia esse projeto de adoção responsável do estabelecimento. “Eles têm todo um cuidado muito legal com os gatos. Eu respondi um questionário, e mesmo sendo conhecida deles, eu passei por todos os critérios também”, afirma.

O cat café foi a realização de um sonho para Márcia Alves de Mendonça, uma das sócias do estabelecimento. “Eu já trabalhava com produtos para pet, e tinha feito um outro projeto do Adote Um Gatinho, e a gente viu que dava muito certo”. A sócia de Márcia, Lucille Álvares, é protetora de animais há muitos anos. Então elas se uniram na criação do cat café, para juntar uma boa comida, um bom ambiente, boa experiência, e ainda, proporcionar boas adoções. “Hoje batemos 251 adoções em sete meses de café aberto”.

A adoção funciona da seguinte maneira, como o My Cat Space não tem uma ong própria, por ser essencialmente um café, o espaço tem parceria com vários projetos de protetores de animais. Atualmente, o estabelecimento tem parceria com 20 projetos de protetores cadastrados. Cada um deles segue os mesmos protocolos e cuidados, desde o resgate, avaliação do candidato à adoção e o acompanhamento posterior à adoção. “Isso para a gente é muito importante”, frisa.

São feitos rodízios entre os projetos, para que eles levem determinados números de gatinhos, para fazer uma mescla de gatos filhotes e adultos. “Para que todos tenham a oportunidade de adoção”. Os pré-requisitos envolvem que os gatos estejam pelo menos com a primeira vacina, testados contra doenças, com remédio aplicado contra pulga, e que estejam em bom estado. Lá no gatil, o veterinário doutor Luiz Alberto, faz a avaliação dos gatos, antes deles entrarem, e o acompanhamento da saúde deles. Os gatos contam com um monitor que acompanha os gatos o tempo todo.

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Quando o visitante está no espaço e se interessa por um dos bichinhos, é entregue a ele um formulário de intenção de adoção, para preencher o histórico da pessoa, se já teve gatos. “A gente avalia se a pessoa tem condições de cuidar desse gatinho, e se ele não tem acesso a rua, que é um dos principais requisitos”, salienta. Márcia explica que a redução de anos de vida do gato criado na rua, é muito grande. “Quando ele tem acesso a rua, ele vive em média três anos”, aponta. Por outro lado, se o gato vive dentro de casa, ele pode viver em média 18 anos. “Isso aumenta muito a qualidade de vida, e como todos os protetores sofrem tanto no resgate e cuidado desses gatinhos, nada mais justo que a gente passe os gatos para uma família que vai cuidar tanto quanto eles”.

O café sempre faz, a cada 15 dias, feiras de adoção temáticas, para incentivar a adoção e também para aumentar a chance de exposição dos protetores de animais. “Em apenas um domingo, já tivemos 9 adoções”, adiciona.

A cafeteria

O conceito de café de gatos, é de um estabelecimento que oferece um grande número de gatos, para os clientes interagirem. Esse tipo de serviço é muito comum no Japão. Márcia conta que o café pode ser um espaço para as pessoas que não tem condições de adotar. “Se ela não tem uma estrutura, ou caso não seja o momento certo, o gatil está lá para receber essas pessoas, para brincar e interagir com o gato sem fazer de fato a adoção”, comenta. Ela acredita que essa interação com os gatos do gatil, faz bem tanto para as pessoas, quanto para os gatos.

O espaço conta com dois andares, um com cafeteria, vitrine de doces, preparação das bebidas e mesas ao ar livre. No subterrâneo, são encontradas mais mesas para o consumo, vitrine com itens para humanos e objetos para gatos, e o gatil My Place, com a capacidade de 12 a 15 gatos para adoção.

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Para visitar o gatil, é preciso fazer uma contribuição de R$5,00, e a pessoa pode ficar lá dentro por vinte minutos. Caso no dia, não tenha fila, a pessoa pode ficar mais do que vinte minutos lá dentro com os gatos. São no máximo, 6 pessoas por vez, dentro do gatil. O cat café tem, além do gatil, um cardápio variado, com opções para veganos também.

My Cat Space

CLN 111, bloco A – Asa Norte

Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira de 14h às 21h

Fechado às terças-feiras

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Aos fins de semana: de 9h às 20h






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