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Que vinho harmonizar com a melhor carne do mundo

Em seu novo menu, o Pobre Juan inclui a melhor carne do mundo, o Wagyu e dispõe de uma adega cheia de possibilidades para harmonizar

Por Dai Teixeira 29/09/2021 2h14
Que vinho harmonizar com a melhor carne do mundo Dai Nasteoli com a Chef Priscila Deus. Foto: Paulo Henrique Livramento

A larga disseminação da ideia de se harmonizar “carne branca com vinho branco e carne vermelha com vinho tinto” vale como “regra geral”, mas não é suficiente para que você possa, realmente, aproveitar o melhor tanto da bebida como da comida. Quer entender um pouco mais sobre isso? Então acompanhe aqui e saiba como ter as melhores experiências sensoriais da enograstronomia.

Ontem participei do lançamento do novo menu do restaurante Pobre Juan na unidade de Brasília, que é uma das mais conceituadas casas de carne do país e que ficou muito famoso por sua parrilla (grelha argentina) Premium, cortes de carnes nobres especialmente selecionados e a excelência na carta de vinhos.

Com equipe e atendimento fabulosos, o Pobre Juan surgiu em 2004, com um ambiente criado por renomados arquitetos, que mistura um estilo rústico com detalhes pensados para criar uma experiência completa em suas 13 casas em todo o país. Para garantir a qualidade dos cortes Pobre Juan, a marca monitora cada etapa. Tudo começa com a seleção dos animais, passando pelo acompanhamento de sua alimentação, até o porcionamento em cortes exclusivos e controle total do processo de maturação. Apenas as peças selecionadas chegam às casas no período ideal e já prontas para o preparo.

E ontem pela primeira vez na minha vida, tive o privilégio de degustar no Menu criado pela Chef Priscila Deus, que diga-se de passagem todos os pratos estavam espetaculares, o tão desejado ‘Wagyu’, que possui classificação A5, o mais alto nível de qualidade de carne do mundo. Realmente, com uma carne tão especial e nobre assim é muito importante ter o vinho correto para combinar concordam? E a harmonização “perfeita”, conduzida da maneira correta, pode enriquecer (e muito) uma refeição e fazer dela uma experiência enogastronômica inesquecível para os paladares mais exigentes.

Nas harmonizações é necessário considerar diversos pontos, incluindo a origem da carne, a raça do animal, o tipo do corte, a forma de cocção, os temperos presentes no prato e os molhos incorporados na receita. Na prática, para testar a qualidade da harmonização, você deve primeiro provar o vinho e a comida separados. Depois, levar a comida à boca e dar um gole no vinho antes de iniciar a mastigação. A ideia é que, unindo ambos na degustação, você possa sentir um terceiro sabor, melhor e mais prazeroso do que o dos dois elementos separados.

A raça e o corte do gado podem determinar a textura e o sabor da gordura. Gados como os Wagyu, que têm a gordura entremeada na carne, deixando-a gorda e macia, apresenta textura e sabor próximos da manteiga e, em casos extremos (Filé de Costela ou Ribeye), aporta sabor de nozes. Nesse caso não indico vinhos muito encorpados, com elevado nível de taninos e concentração. Essa potência do vinho vai roubar toda a delicadeza e maciez da carne. O mais recomendado são vinhos evoluídos em garrafa, com bastante acidez e taninos presentes, mas com finesse e elegância.

Mais cedo no almoço fiz a degustação da carne com um vinho selecionado por mim. Levei um vinho tinto espanhol da região Ribeira Del Duero Vendimia seleccionada safra 2005 com amadurecimento de 15 meses em barrica de carvalho da uva tempranillo. Foi a primeira vez que degustei o vinho também, com 16 anos de garrafa, tinha aromas de frutas vermelhas maduras. Na boca muito equilibrado, estruturado, taninos aveludados e com final elegante e persistente. Surreal como combinou perfeitamente com a carne, e detalhe essa garrafa era a última no meu estoque.

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Já no jantar os vinhos foram perfeitamente harmonizados. Com as entradas e aperitivos um Champagne Pol Roger Brut Reserve, esse Champagne foi escolhido para o casamento real do príncipe Harry com Meghan Markle. O vinho branco foi o Angélica Zapata Chardonnay safra 2018 que é assinado pelo premiado enólogo Alejandro Vigil, na renomada vinícola Catena Zapata. E o vinho tinto para harmonizar com os pratos mais estruturados e a carne foi um tinto Angélica Zapata da uva Malbec 2016 um vinho potente, longevo e concentrado, este exuberante Malbec é um dos melhores lotes de vinhedos da Catena Zapata, 95 pontos Suckling. Impecável!

Realmente a carne de Wagyu é a mais macia, saborosa e suculenta do mundo, parabéns pelo evento e a assertividade nas escolhas dos vinhos Pobre Juan. Finalizo com a minha imensa gratidão pelo convite e meu muito obrigada também ao Silvano Toneli que é o diretor operacional, a Andressa Zanini, do marketing, a Chef. Priscila Deus – que menu incrível essa mulher criou! -, ao Ted Ney que me deixou filmar ele preparando a carne foi incrível, ao Sebastian que abre vinhos de guarda de forma excepcional, ao Costa Cleodinei, quanto profissionalismo, carisma e que recepção incrível, e a toda equipe que nos ofereceu essa experiência sensacional inesquecível. Realmente sem palavras pra descrever a noite de ontem.

Foram mais de nove pratos servidos e abaixo tem a foto do Menu de ontem, e se você ficou com água na boca, atualmente, o grupo possui 13 casas no Brasil, nas cidades de São Paulo, Alphaville, Campinas, Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Serviço
Pobre Juan
Site: www.pobrejuan.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/restaurantepobrejuan
Instagram: @restaurantePobreJuan
Música ambiente /Acessibilidade/ Área para Fumantes / Conexão Wifi

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