O Colégio CIMAN realiza, nesta quarta-feira (18), a final do SuperChef CIMAN 2026, projeto que combina gastronomia, ciência, cultura brasileira e sustentabilidade em uma proposta prática de aprendizagem. A partir das 18h30, no anfiteatro da unidade Octogonal, 20 alunos do 7º ano apresentam pratos desenvolvidos ao longo do semestre para um júri formado por profissionais de diferentes áreas.
Durante a apresentação, os estudantes — caracterizados com dólmãs e toque blanche, traje tradicional da cozinha profissional — explicam os conceitos por trás de cada receita, detalhando a escolha dos ingredientes, o processo de criação e as práticas sustentáveis adotadas.
Ao longo do projeto, os participantes investigaram temas como alimentação saudável, nutrientes, sustentabilidade e diversidade cultural brasileira. A partir dessas pesquisas, criaram receitas inspiradas nas cinco regiões do país, valorizando ingredientes típicos, saberes locais e tradições culinárias.
Mais do que cozinhar, os alunos foram incentivados a experimentar todas as etapas do processo criativo: do planejamento à execução. Organizaram etapas, calcularam quantidades, testaram combinações e tomaram decisões, desenvolvendo habilidades como autonomia, criatividade, comunicação e resolução de problemas.
O resultado é uma mostra gastronômica que propõe novos olhares sobre o uso dos alimentos. O aproveitamento integral de ingredientes aparece como destaque, com receitas que reduzem o desperdício e ampliam as possibilidades na cozinha.
Entre os pratos apresentados estão farofa de casca de banana-da-terra, escondidinho de carne de sol com batata-doce amarela e casca de batata-doce, risoto de abóbora com casca, bolo de rolo com goiabada cascão, brigadeiro de capim-limão, doce de casca de melancia, beijinho e suco de casca de abacaxi, além do aluá de abacaxi, bebida tradicional das regiões Norte e Nordeste. As criações evidenciam como ingredientes comuns do cotidiano podem ganhar novos usos, com foco na sustentabilidade e na valorização da cultura alimentar brasileira.
A avaliação fica por conta de um júri multidisciplinar, composto pelo jornalista e especialista em gastronomia Rogério Lisboa, o crítico gastronômico Arthur Nunes, o criador de conteúdo Edu Paim, a nutricionista Thays Maciel, a empresária da panificação Luciana Custódio e a professora e pesquisadora Mayara Silva. Entre os critérios analisados estão apresentação, criatividade, inovação, relação com a região representada, sustentabilidade, sabor e textura.
Para o professor de Geografia do CIMAN, José Carlos Ferreira, o projeto aproxima os estudantes da diversidade brasileira de forma concreta. “Os alunos pesquisaram, selecionaram e prepararam pratos representativos das diferentes regiões do país, valorizando a diversidade cultural e gastronômica. A proposta também incentivou o uso de ingredientes locais e o aproveitamento integral dos alimentos, promovendo práticas sustentáveis e a redução do desperdício”, afirma.
A final do SuperChef CIMAN é voltada para familiares dos alunos e para a comunidade escolar, consolidando-se como um espaço de troca de conhecimento e valorização da criatividade.