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Gabriel Grossi celebra 25 anos de carreira com álbum “Plural”, repleto de convidados estrelados

Lenine, Zélia Duncan, Hermeto Pascoal, Jacob Collier, Yamandu Costa e outros aparecem nas faixas

Foto|Suzanna Tierie

Músico de renome internacional, Gabriel Grossi lança seu décimo terceiro álbum e mostra que desconhece fronteiras ao reunir um vasto time de extraordinários artistas brasileiros e estrangeiros no seu novo álbum, “Plural”. Marco de seus quase 25 anos de carreira, o trabalho atesta a versatilidade de um dos mais inventivos criadores do cenário atual ao combinar a sua visão diversa e moderna da música com a participação de convidados especiais e também amplamente reconhecidos. Neste projeto Gabriel destaca, igualmente, seu lado de compositor, letrista, arranjador, gaitista e produtor.

“Plural” é uma verdadeira celebração, reunindo parceiros que marcaram diferentes fases da carreira de Grossi. É o caso de Zélia Duncan e Lenine, que aparecem nos singles “Nosso Amor Vadio” e “Chamego no Salão”, respectivamente. Já “Motion” traz os ingleses Seamus Blake e Jacob Collier em um encontro transatlântico, enquanto a clarinetista israelense Anat Cohen surge em “Paisagem”. Outro convidado internacional é o pianista cubano Omar Sosa, que abrilhanta a potência dançante “Banzo”. A presença do violonista Yamandu Costa (em “Hermanos”) e da entidade instrumental Hermeto Pascoal, em um improviso livre na faixa “Catarina e Teresa”, comprovam a sintonia de Gabriel com o cenário da música brasileira, instrumental e jazzística onde ganhou renome. Por outro lado, Leila Pinheiro (em “Nossa Valsa”) e Ed Motta (“Onde Nascem as Ondas”) exemplificam a forte ligação do gaitista com os palcos da MPB.

A lista de faixas de “Plural” é mais que um caleidoscópio sonoro – é um intercâmbio de culturas multifacetado. O repertório convida a um passeio pela carreira de um artista inventivo e que se recusa a limitar-se por rótulos e gêneros. A reverência pelas mais diversas formas de expressão musical guiou essa incursão pelo passado, revisitando composições antigas, para revelar inéditas e mirar o futuro da música brasileira, onde as fronteiras entre o erudito e o popular tornam-se cada vez mais diluídas em nome da pluralidade e da acessibilidade.

“Chegando aos 25 anos de carreira, rolou aquele momento inevitável de reflexão sobre os caminhos que traçaram minha trajetória. Percebi logo de cara que minhas escolhas como músico nunca ficaram presas a um determinado estilo de tocar ou um gênero específico de música. O que construiu minha arte se apropriou da essência de cada som que passou por mim. Seja como instrumentista, intérprete, compositor, arranjador ou produtor, estar com a mente aberta me permitiu conhecer um vasto universo musical e absorver com muito sentimento e paixão a arte como um todo”, reflete Gabriel.








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