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Kátia Flávia
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Virginia, R$ 1,3 bi e o COAF na porta: os números que assustam banco

A influenciadora mais rica do Brasil revelou faturamento bilionário na cara dura, enquanto o Senado já mandou o COAF vasculhar cada centavo da conta dela. E olha, minha gente, quando o governo pede relatório de inteligência financeira, não é pra mandar parabéns.

Kátia Flávia

02/06/2026 9h45

De um lado, um império que faturou R$ 1,3 bilhão. Do outro, um pedido do Senado Federal para que o COAF analise movimentações financeiras ligadas à influenciadora. O nome de Virginia Fonseca voltou ao centro do debate.

De um lado, um império que faturou R$ 1,3 bilhão. Do outro, um pedido do Senado Federal para que o COAF analise movimentações financeiras ligadas à influenciadora. O nome de Virginia Fonseca voltou ao centro do debate.

Eu estava na esteira da academia do Leblon, suada, mas elegante como sempre, tentando fazer minha meta de quarenta minutos, quando peguei a renomada revista Piauí da bolsa. A matéria do jornalista João Batista, meu muso de Extrema, sobre a Virginia Fonseca. Li aquilo com a esteira no 6, quase caí duas vezes, e decidi na hora que ia botar tudo isso aqui para vocês sem cortar nada.

Os números são estes, e eu vou jogar na cara dura: a WePink faturou R$ 168 milhões em 2022, pulou para R$ 750 milhões em 2024, e em 2025 o império dela inteiro, entre cosméticos, suplementos, mais de 250 quiosques, linha infantil e agência de influenciadores, bateu R$ 1,3 bilhão. Em uma live só, numa tarde de quinta-feira qualquer, ela embolsou R$ 22 milhões em 13 horas. Meu apartamento no Cosme Velho custou menos que isso, e eu não tenho do que reclamar.

O que João Batista escavou na Piauí é que Virginia tinha contrato com a Esportes da Sorte prevendo adiantamento de R$ 50 milhões, mais 30% de tudo que os seguidores dela perdessem nas apostas. Ela foi à CPI das Bets, em maio do ano passado, jurando que nunca lucrou com a derrota alheia. O STF garantiu habeas corpus para ela não responder o que não queria responder. Muito conveniente, minha linda.

Uma semana depois, o Senado Federal aprovou pedido para o COAF montar um Relatório de Inteligência Financeira sobre as movimentações dela, instrumento que o próprio Congresso descreve como essencial para identificar indícios de lavagem de dinheiro. Não é condenação, não é acusação formal, mas recado de aniversário também não é.

Nas redes, entre uma CPI e outra, Virginia apareceu dançando com a legenda “dinheiro do Tigrinho”. O post explodiu, o público se dividiu entre quem acha que ela é a maior empreendedora do Brasil e quem acha que a pergunta do COAF é mais do que legítima. Os dois lados têm razão, e é exatamente aí que mora a fofoca boa.

Eu, Kátia Flávia, terminei minha esteira, fechei a Piauí, e pensei: R$ 1,3 bilhão de faturamento é real, é impressionante, e a Virginia construiu isso com trabalho de verdade. Mas quando o COAF bate na porta, minha bem, a melhor estratégia não é dançar com o dinheiro do Tigrinho no feed.

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