Acordei já com o telefone tremendo em cima da pia. Eu tava de legging laranja, suco de melancia na mão, prontíssima pra descer pra academia, quando uma fonte minha do mundo da moda ligou mandando eu parar tudo e abrir o vídeo da Virginia Fonseca. Larguei a garrafinha, sentei na escada de casa e assisti três vezes seguidas, porque tem coisa que a gente precisa ver mais de uma vez pra acreditar.
A menina tava em Nova York, onde foi acompanhar os jogos da seleção na Copa do Mundo, e deu de cara com Anna Wintour na rua, assim, no susto. A papisa da moda, que esperava o carro na calçada, foi reconhecida ali mesmo, no meio do movimento. Aí veio a pérola: a Virginia apontou e soltou um “é a Anna Winter”, trocando o sobrenome da mulher mais temida da indústria.

Pra quem não sabe, Anna Wintour tem 76 anos, é diretora global de conteúdo da Condé Nast e foi a editora que transformou a Vogue americana no que ela é. Ela não cumprimenta qualquer um na saída do prédio, viu. E olha a parte que me deixou de cabelo em pé: o amigo Lucas Guedez, todo empolgado, jurou que ia pedir foto, a própria Virginia deu a maior força, e o rapaz amarelou no meio do caminho. Antes de entrar no carro, a Wintour ainda olhou pros brasileiros e abriu um sorriso depois de ser chamada pelo nome, mesmo que o nome tenha saído torto.

Não satisfeita, a Virginia ainda postou o vídeo nos stories e fez piada da própria mancada, escrevendo que amou e que não sabia se tinha falado o nome certo. Pronto, foi o que bastou. A internet caiu em cima, virou meme, e os entendidos de moda fizeram fila pra explicar que o negócio é Wintour, com TOUR no final, e não “Winter” como se fosse estação do ano.
Olha, eu até acho a Virginia Fonseca uma figura, vende mais batom que muita marca grande e ninguém tira isso dela. Mas chegar pertinho da realeza da moda e errar o nome na frente do mundo inteiro, com direito a amigo que some na hora da foto, é o tipo de vexame que nem o melhor make disfarça. Da próxima vez que cruzar com uma lenda na rua, dá um Google antes de abrir a boca, minha filha, que o telefone tá aí pra isso.