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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Taylor Swift vira “musa acadêmica” em antologia poética com 113 autores

Kátia Flávia

23/06/2026 18h30

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Letras de Taylor Swift dialogam com a tradição poética moderna

Tarde preguiçosa no Cosme Velho, eu ali escolhendo esmalte nude milionária quando apita meu celular com aquele assunto que faz a cafeteira trabalhar mais que socialite em réveillon em Angra: Taylor Swift agora é oficialmente tema de antologia poética chique, daquelas que professor de literatura usa em aula. A Editora Planeta está trazendo para o Brasil “Cordas invisíveis”, versão tupiniquim de “Invisible Strings”, projeto que pega 113 músicas da loirinha e transforma em 113 poemas novos, nada de letra copiada. E é nesse momento que a gente entende que a garota de “Love Story” virou, na prática, disciplina optativa de pós-graduação.

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Cordas invisíveis reúne 113 poetas renomados que transformam as músicas da cantora em poemas originais e revelam a força literária da artista pop

O livro é organizado pela poeta e pesquisadora Kristie Frederick Daugherty, swiftie assumida que resolveu tratar a obra da Taylor como se fosse cânone literário, com nota de rodapé e tudo. A proposta é simples e genial: cada poema responde a uma canção específica, sem citar diretamente o verso famoso, convidando o fã a adivinhar qual faixa está escondida ali. São 288 páginas de caça‑palavras emocional, cobrindo todas as eras da cantora, inclusive os presentinhos de cofre que ela vive tirando do armário.

Não é só clubinho de fã com caderno de poema, meu amor, é gente pesada assinando essa brincadeira. O elenco inclui a ex‑poeta laureada dos Estados Unidos Joy Harjo e uma bancada de vencedores do Pulitzer como Diane Seuss, Yusef Komunyakaa, Carl Phillips, Rae Armantrout, Paul Muldoon e Gregory Pardlo, além de nomes badalados de poesia contemporânea como Maggie Smith, Kate Baer, Amanda Lovelace e companhia. Ou seja, o que começou como fandom virou salão literário internacional, com Taylor servindo de fio condutor entre a cultura pop e a alta poesia. A edição brasileira ainda chega com capa pensada para dialogar com leitor adulto, nada de estética fanfic adolescente, perfeita para ficar na mesa de centro do apartamento com vista para a Lagoa que você ainda não tem.

Enquanto isso, na internet, os swifties já tratam o projeto como item obrigatório do enxoval da “The Tortured Poets Department”, fase poeta sofrida de Taylor que colocou meio mundo para destrinchar metáfora em grupo de WhatsApp. Booktokers internacionais fizeram vídeo combinando trechos da antologia com trechos de músicas, e agora é questão de tempo até a edição brasileira aparecer em unboxing com filtro choroso e legenda em caps lock. O jogo, claro, é virar detetive: descobrir qual poema conversa com qual faixa, como se fosse mais um enigma escondido nos encartes da cantora.

Lá na Editora Planeta, já se fala que “Cordas invisíveis” é livro para fã de música e de poesia, com preço de lançamento por volta de 60 reais e 288 páginas para você se sentir parte de uma constelação literária toda costurada por referências, emoções e lembranças ligadas às canções da Taylor. A edição brasileira sai em 2026, surfando o auge do culto às letras confessionais da artista e a onda de leituras críticas sobre o fenômeno Swift. E eu, de cá, olhando para esse Brasil que mal lê bula de remédio, penso que se tem alguém capaz de fazer adolescente disputar poema como se fosse ingresso de show, é justamente essa loira que transformou “corda invisível” em laço global de vendas.

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