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Kátia Flávia
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Taylor Swift no caso Master? PF aponta ingresso de R$ 63,3 mil ligado a Jaques Wagner e Vorcaro

Investigação aponta que Augusto Lima, então sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, bancou apresentações da cantora para familiares do líder do governo Lula no Senado

Kátia Flávia

18/06/2026 13h51

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Investigação aponta que ingressos para show de Taylor Swift teriam sido bancados por sócio de Vorcaro para familiares de Jaques Wagner.

O caso Banco Master ganhou um capítulo com trilha sonora pop. Segundo a Polícia Federal, Augusto Lima, então sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, teria bancado ingressos para shows de Taylor Swift destinados a familiares do senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. Em uma das ocasiões, o valor teria chegado a R$ 63,3 mil.

Eu ainda estava no carro, tentando voltar para o eixo depois da história pesada de Daveigh Chase, quando uma fonte me mandou a manchete com Taylor Swift, Jaques Wagner e Banco Master na mesma frase. Levantei a cabeça na hora. Porque quando uma investigação financeira consegue atravessar Brasília, jatinho, apartamento milionário e ainda desembocar na The Eras Tour, minha filha, não é inquérito. É camarote VIP com planilha anexada.

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Apresentação em Los Angeles fazia parte da turnê The Eras Tour, em agosto de 2023.

De acordo com a coluna de Malu Gaspar, em O Globo, os ingressos envolveriam familiares de Jaques Wagner. A filha do senador, Júlia, e a neta Mariana teriam viajado para Los Angeles, nos Estados Unidos, para assistir ao show de Taylor Swift no estádio SoFi, em agosto de 2023. A apresentação fazia parte da turnê mundial The Eras Tour.
Segundo fontes ligadas ao inquérito, o pagamento teria envolvido João Carlos Mansur, administrador da gestora Reag, parceira de negócios de Daniel Vorcaro e peça relevante na investigação. Convertidos em real, os ingressos teriam custado R$ 63.339,00.

A PF também apura outro episódio envolvendo Taylor Swift, desta vez no Brasil. Três meses depois do show em Los Angeles, Augusto Lima teria comprado dois ingressos de camarote para a apresentação da cantora no antigo Allianz Parque, em São Paulo. A coluna afirma que, em 23 de novembro, Jaques Wagner cobrou de Lima os “ingressos de sábado” e recebeu os arquivos de volta.
Ainda segundo a investigação, o senador teria solicitado ingressos para mais dois convidados. A resposta atribuída a Augusto Lima foi direta: “Pronto amigo. Seguem os outros dois. Abs”.

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Segundo a PF, ingressos ligados ao episódio teriam custado R$ 63,3 mil.

Na decisão que autorizou a nova etapa da Operação Compliance Zero, o ministro André Mendonça afirmou que Lima teria atuado como canal de interlocução com Jaques Wagner sobre temas de interesse do Banco Master. A PF aponta que a relação entre os dois seria marcada por “elevado grau de confiança pessoal”, o que, em tese, teria criado ambiente para tratativas reservadas em favor de interesses privados do banco.

A investigação ainda cita outros pontos envolvendo o senador e o entorno do Master. Segundo a PF, haveria indícios de pagamentos ligados à empresa da nora de Wagner, viagens frequentes em jatos de Daniel Vorcaro e até um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,45 milhões. Jaques Wagner nega irregularidades e já afirmou não ter participado de intermediações ou negociações em favor das empresas citadas no caso.

O detalhe dos shows de Taylor, porém, deu ao caso uma camada que a internet não perdoa. Em vez de planilha fria e juridiquês insondável, apareceu a imagem muito concreta de ingresso caro, camarote, Los Angeles, São Paulo e uma das turnês mais disputadas do planeta. O Banco Master já tinha de tudo. Agora tem até pulseira imaginária de swiftie no inquérito.

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