Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Sósia de Kim Kardashian morre após silicone ilegal e brasileira pega 4 anos de prisão

Vivian Gomez foi condenada por homicídio culposo e exercício ilegal da medicina após procedimento estético que terminou na morte da modelo Ashten G

Kátia Flávia

17/06/2026 16h15

Ashten G ficou conhecida nas redes pela semelhança com Kim Kardashian

Ashten G ficou conhecida nas redes pela semelhança com Kim Kardashian

A brasileira Vivian Alexandra Gomez, de 53 anos, foi condenada a quatro anos de prisão nos Estados Unidos pela morte da modelo Christina Ashten Gourkani, conhecida nas redes como Ashten G e famosa pela semelhança com Kim Kardashian. A sentença foi definida na terça-feira (16), por um tribunal do condado de San Mateo, na Califórnia.

Eu já tinha saído do modo ironia e entrado naquele silêncio desconfiado de quem fareja tragédia fantasiada de glamour. Estava na cozinha, olhando uma bandeja de frutas como se ela tivesse respostas para a vida, quando li “silicone ilegal”, “quarto de hotel” e “morte” na mesma notícia. Aí não teve piada. Tem pauta que não pede gargalhada, pede luz acesa em cima da vaidade vendida como milagre.

Vivian foi considerada culpada por homicídio culposo e exercício ilegal da medicina. Segundo a acusação, ela realizava aplicações de silicone em pacientes sem licença médica. Entre elas estava Ashten G, que morreu em abril de 2023, aos 34 anos, depois de complicações ligadas a um procedimento de aumento dos glúteos conhecido como Brazilian Butt Lift (BBL).

De acordo com as autoridades, a causa da morte foi insuficiência respiratória associada a uma embolia pulmonar provocada pelas aplicações ilegais. Durante o julgamento, os promotores afirmaram que Vivian fazia os procedimentos em quartos de hotel na Califórnia, sem autorização profissional para atuar na área médica.

Após ouvir a sentença, a brasileira afirmou que não pretende recorrer e que cumprirá a pena determinada pela Justiça americana. O caso expõe, mais uma vez, o lado mais sombrio da indústria estética clandestina: procedimentos invasivos, promessas rápidas, improviso e ausência de estrutura médica adequada.

Ashten G tinha milhares de seguidores e publicava conteúdos ligados à beleza, estética e lifestyle. Com ascendência iraniana, ela ficou conhecida por tentar reproduzir traços físicos, roupas, maquiagem e comportamento associados a Kim Kardashian. Também mantinha presença no OnlyFans e compartilhava registros de viagens para destinos como Mykonos, na Grécia, e Cabo San Lucas, no México.

A frase de uma de suas postagens ganhou outro peso depois da morte: “Há sempre um lado selvagem em um rosto inocente”. O que parecia legenda de influenciadora virou retrato amargo de uma exposição em que corpo, imagem e risco se misturam sem freio.

A morte de Ashten não é só uma história sobre uma sósia famosa. É sobre a pressão brutal para transformar o corpo em produto, sobre gente sem licença oferecendo atalho perigoso e sobre pacientes entrando em quartos de hotel achando que vão sair mais perto de um ideal de beleza. Algumas não saem vivas.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado