Estava na fila de embarque no Santos Dumont, de mala pronta para Buenos Aires, quando o celular vibrou três vezes seguidas com a mesma notícia no grupo. Larguei o café, abri o WhatsApp e pensei: esse babado não espera nem o avião decolar.
Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, colocou publicamente o nome de Silvia Abravanel entre os nomes avaliados para vice em uma eventual chapa presidencial. Chamou a apresentadora de “nome forte”. A declaração correu a imprensa especializada, chegou aos bastidores políticos de Brasília e, claro, apareceu nos grupos de mensagem em questão de minutos.

Silvia Abravanel afirmou à revista Veja que recebeu a menção com surpresa e que sua prioridade segue sendo a pré-candidatura a deputada federal por São Paulo, pelo PSD, partido ao qual se filiou em março deste ano.
Na manifestação, a apresentadora destacou que está concentrada em construir sua trajetória política e adquirir experiência no cenário público. O posicionamento ocorre poucos meses após sua entrada oficial na política.
O momento chama atenção porque Silvia iniciou sua movimentação política após a morte de Silvio Santos, em agosto de 2024. Desde então, busca consolidar uma identidade própria, separada da imagem construída ao longo de décadas por seu pai na televisão brasileira.
Apesar de afastar qualquer discussão imediata sobre uma candidatura à vice-presidência, a apresentadora também manifestou apoio a Ronaldo Caiado, mantendo uma relação de proximidade política com o pré-candidato do PSD.

Nas redes sociais, o assunto rapidamente ganhou repercussão. Parte dos internautas considerou precoce a especulação envolvendo uma candidatura nacional, enquanto outros destacaram o peso do sobrenome Abravanel no imaginário popular brasileiro.
Por enquanto, o cenário permanece no campo das articulações e especulações políticas. O foco declarado de Silvia Abravanel segue sendo sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados por São Paulo, enquanto o debate sobre uma eventual participação em uma chapa presidencial continua restrito aos bastidores.