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Kátia Flávia
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Seguro-viagem ganha importância entre as pessoas que planejam acompanhar a Copa do Mundo

Especialista alerta para os altos custos da saúde no exterior e destaca que cobertura internacional vai muito além de emergências médicas

Kátia Flávia

15/06/2026 14h15

Quem vai acompanhar a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, Canadá ou México deve incluir o seguro-viagem entre as prioridades do planejamento.

Quem vai acompanhar a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, Canadá ou México deve incluir o seguro-viagem entre as prioridades do planejamento.

Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, cresce também a preocupação das pessoas com a contratação desse tipo de serviço.

Segundo Taís Mahalem, sócia diretora e superintendente de marketing e digital da Coris Seguro Viagem, o aumento da procura está diretamente relacionado aos pacotes oferecidos por agências especializadas em eventos esportivos. Ela observa, porém, que a percepção de risco mudou significativamente nos últimos anos.

“A pandemia evidenciou a vulnerabilidade do viajante fora do país. Desde então, o seguro-viagem vem crescendo ano após ano, e a consciência sobre a necessidade dessa proteção passou a fazer parte do planejamento da viagem”, afirma.

De acordo com a especialista, entre os principais imprevistos enfrentados por brasileiros em viagens internacionais, as ocorrências médicas continuam sendo as mais frequentes e onerosas. Em eventos de grande porte, os turistas ficam expostos a mudanças climáticas, longos deslocamentos e aglomerações. Problemas respiratórios, dores musculares, torções e quedas estão entre os casos mais comuns. No entanto, situações mais graves, como infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e acidentes de trânsito, também podem ocorrer e gerar despesas elevadas.

Cobertura vai além do atendimento médico

Apesar de muitas pessoas associarem o seguro-viagem exclusivamente a emergências médicas, as apólices costumam incluir uma série de serviços complementares. Entre eles estão a cobertura para extravio, dano ou atraso de bagagem, reembolso de despesas emergenciais com vestuário e itens de higiene, além de indenizações relacionadas ao cancelamento da viagem por motivos previstos em contrato, como doenças, internações ou falecimento de familiares.

Outro benefício destacado é a repatriação sanitária, utilizada quando o viajante precisa retornar ao país em condições especiais após um acidente ou problema de saúde.

“Em alguns casos, o retorno exige assento em classe executiva ou até mesmo transporte em ambulância aérea. São serviços extremamente caros e que podem ser essenciais para a recuperação do paciente”, explica.

Atletas e delegações contam com assistência específica

No caso de atletas profissionais e delegações, o atendimento segue os mesmos princípios do seguro tradicional, mas com coberturas ampliadas para acidentes durante a prática esportiva. Mahalem comenta que a Coris oferece proteção para mais de 50 modalidades esportivas e pode criar estruturas de atendimento específicas para grupos de atletas durante competições internacionais.

“A concentração de pessoas expostas ao mesmo risco exige uma organização diferenciada da assistência, permitindo respostas mais rápidas em caso de necessidade”, ressalta.

Um ponto importante é que apesar de atletas, jornalistas esportivos e torcedores terem necessidades distintas durante a Copa do Mundo, a especialista defende que o ideal é optar por uma cobertura abrangente, capaz de atender diferentes situações. Mahalem esclarece que imprevistos nem sempre estão relacionados ao motivo principal da viagem. Por isso, aspectos como gravidez e doenças preexistentes devem estar contemplados na apólice.

Valores e erros comuns na contratação

Conforme Mahalem, o valor do seguro-viagem representa, em média, entre 3% e 4% do custo total da viagem. Para um período de até 41 dias, incluindo ida e volta, os planos internacionais podem partir de aproximadamente US$ 112 (cerca de R$ 570 na cotação atual), oferecendo cobertura médica de até US$ 30 mil. Já produtos mais completos podem custar cerca de US$ 400 e disponibilizar cobertura de até US$ 1 milhão para despesas médicas e hospitalares.

Entre os equívocos mais frequentes cometidos pelos viajantes está a escolha do seguro com base apenas no preço ou a confiança exclusiva na cobertura oferecida por cartões de crédito.

Mahalem lembra que muitos seguros vinculados a cartões funcionam por sistema de reembolso, exigindo que o cliente arque inicialmente com as despesas médicas.

Embora o seguro-viagem não seja obrigatório para entrada nos Estados Unidos, a especialista recomenda uma cobertura médica mínima de US$ 100 mil, considerando os elevados custos hospitalares do país. Ela aponta, por exemplo, que os atendimentos de emergência podem custar entre US$ 5 mil e US$ 10 mil, enquanto internações e cirurgias podem ultrapassar facilmente a marca dos US$ 100 mil.

Recomendações para quem vai à Copa

Mahalem considera a contratação indispensável para quem pretende acompanhar o Mundial. Ela reforça que os viajantes devem buscar orientação de agentes de viagem e corretores especializados, além de pesquisar detalhadamente as coberturas oferecidas antes do embarque.

“Viajar com dúvidas sobre a cobertura contratada gera insegurança em uma experiência tão importante quanto acompanhar uma Copa do Mundo. O seguro é um investimento que garante tranquilidade e suporte quando mais se precisa”, finaliza.

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