Antes de colocar seu nome à disposição para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Rosiney Horácio passou mais de duas décadas acompanhando de perto a realidade da saúde pública. Ao longo da trajetória, participou da gestão de serviços, acompanhou a expansão de estruturas de atendimento e vivenciou os desafios enfrentados diariamente por pacientes, profissionais da saúde e gestores municipais.
Essa experiência prática, construída ao longo de mais de 25 anos de atuação no setor, é o que hoje sustenta sua principal bandeira política: a defesa de mudanças estruturais no financiamento da saúde pública brasileira.

Para Rosiney, um dos principais problemas enfrentados pelos municípios está no aumento constante das responsabilidades sem que os recursos acompanhem a mesma proporção. “A saúde se tornou o maior desafio social do nosso tempo. Ela não pode mais ser tratada apenas no discurso. É preciso gestão, capacidade técnica e coragem para enfrentar problemas estruturais”, afirma.
Formado em Administração, mestre na área e atualmente doutorando, ele acredita que a combinação entre experiência prática e formação acadêmica permite uma compreensão mais ampla dos desafios enfrentados pelo sistema público. “Não se trata de promessa, mas de capacidade de execução. Conheço a realidade da saúde por dentro e estudo há anos modelos de gestão que podem tornar o sistema mais eficiente”, destaca.
A preocupação de Rosiney tem como base números que, segundo ele, precisam ganhar espaço no debate nacional. Pela Constituição Federal, os municípios devem investir no mínimo 15% de suas receitas em ações e serviços públicos de saúde. Na prática, porém, a realidade é bem diferente.
Dados de 2024 apontam que os municípios brasileiros investiram, em média, 21,6% de suas receitas na área da saúde, percentual quase 50% superior ao mínimo exigido por lei. Em valores absolutos, isso representou 160,6 bilhões de reais aplicados pelos municípios, sendo 57,4 bilhões acima do piso constitucional.
“Isso não aconteceu porque os prefeitos decidiram gastar mais. Aconteceu porque a demanda cresceu e quem está na ponta do atendimento é o município. É a unidade básica, a consulta, o exame, o transporte sanitário e o acompanhamento diário da população”, explica.
Segundo ele, o cenário também é observado em Santa Catarina, onde os municípios aplicaram, em média, 21% da receita em saúde durante o último ano, o que evidencia essa problemática.
Ao longo da carreira, Rosiney acompanhou de perto iniciativas voltadas à ampliação da capacidade de atendimento, à modernização da estrutura pública e ao fortalecimento da rede de saúde. Entre elas, projetos considerados estratégicos para a Grande Florianópolis, como a expansão da atenção básica e o acompanhamento de obras estruturantes voltadas ao aumento da oferta de serviços especializados.
Essa vivência afirma e reforçou a percepção de que o debate sobre saúde pública precisa avançar além das discussões pontuais e enfrentar questões relacionadas à eficiência da gestão e à distribuição dos recursos.
Um exemplo que reforça essa visão de gestão aplicada à saúde e ao desenvolvimento regional é a experiência recente de Palhoça. Sob a liderança do prefeito Eduardo Freccia e com a participação de Rosiney Horácio na construção e acompanhamento de iniciativas estratégicas, o município consolidou um modelo de administração orientado por inovação, modernização da gestão pública e ampliação da capacidade de atendimento à população.
O resultado desse movimento contribuiu para posicionar Palhoça entre as cidades que mais crescem em Santa Catarina, combinando expansão urbana, atração de investimentos e fortalecimento dos serviços públicos. Para Rosiney, experiências como essa demonstram que desenvolvimento e qualidade no atendimento público não são objetivos opostos e que quando há planejamento, gestão eficiente e capacidade de execução, é possível gerar crescimento econômico e melhorar a vida das pessoas ao mesmo tempo.
Outro dado que chama atenção, segundo ele, é o fato de que mais da metade dos custos relacionados aos atendimentos de Média e Alta Complexidade já é bancada pelos próprios municípios. O percentual ultrapassa 50% dos gastos, gerando um déficit operacional estimado em bilhões de reais para as administrações locais.
“Quando os municípios precisam investir 21%, 22% ou até mais do orçamento em saúde, inevitavelmente deixam de investir em outras áreas importantes, como infraestrutura, mobilidade, educação e desenvolvimento econômico”, observa.
É justamente essa realidade que motivou a construção de sua pré-candidatura à Câmara Federal. A proposta é ampliar o debate sobre financiamento da saúde, regionalização dos serviços, redução de filas e fortalecimento da gestão pública.
Para Rosiney, o Brasil precisa discutir não apenas quanto investe em saúde, mas também como esses recursos chegam aos municípios responsáveis pela maior parte do atendimento à população. “Chegou o momento de levar para Brasília pessoas que conheçam a prática e também dominem a técnica. O cidadão não pode mais esperar. O sistema precisa funcionar”, afirma.
Ao iniciar essa nova etapa da trajetória pública, Rosiney defende que a saúde deve deixar de ser apenas um tema de campanha para se tornar uma prioridade permanente na construção de políticas públicas mais eficientes. Afinal, como ele costuma destacar, é nos municípios que a população busca respostas quando precisa de atendimento. E, para que essas respostas continuem chegando, o financiamento do sistema precisa acompanhar a responsabilidade de quem está na ponta cuidando das pessoas.

Mais do que uma pré-candidatura, Rosiney Horácio apresenta uma trajetória marcada pela experiência prática, pela formação acadêmica e pelo compromisso com a saúde pública. Após mais de duas décadas acompanhando de perto os desafios enfrentados por municípios, profissionais e pacientes, ele defende que chegou o momento de transformar conhecimento em ação e levar para Brasília propostas capazes de enfrentar problemas históricos do sistema.
Com foco na eficiência da gestão, no fortalecimento do financiamento da saúde e na melhoria do atendimento à população, Rosiney busca construir uma atuação baseada não apenas em promessas, mas em resultados e conhecimento técnico.