Estava no meio do circuito de glúteo aqui no Leblon quando a personal botou o celular na minha frente com o release do Rock in Rio e eu tive que pausar o treino por razões de força maior corporativa. O festival que Roberto Medina, o CEO eterno da Rock World, construiu como o maior conglomerado do entretenimento brasileiro acabou de abrir o balanço trimestral mais glamouroso do país.
A edição 2026, nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro na Cidade do Rock, no Parque Olímpico, vai movimentar R$ 3,36 bilhões na economia, segundo estudo da FGV, gerando 33,9 mil postos de trabalho. Para cada real investido no festival, R$ 6,59 são gerados na economia brasileira. Na Faria Lima, isso tem um nome bonito: multiplicador de inveja alheia.

O Palco Supernova entra em sua quarta edição como braço oficial da Sony Music Brasil na Cidade do Rock, com o Filtr Music Brasil curadoriando 28 apresentações que passeiam por rap, trap, rock e nu metal. É a Sony fazendo o que os grandes grupos fazem quando querem dominar o mercado: colocam o filho mais bem vestido na vitrine mais cara do shopping.
O Global Village, na segunda edição, homenageia João Bosco e reúne cinco décadas de canção brasileira com artistas do mundo inteiro. Mais a Babilônia Feira Hype, 30 anos de patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro, de volta à Cidade do Rock numa localização nova, com 20 tendas e 60 expositores. O board aprovou tudo.
No lado da comunicação, o festival lança o @featrockinrio no Instagram, canal de co-criação com fãs e marcas que, em 2024, alcançou 149 milhões de pessoas em sete dias. E amanhã, às 12h, Rock in Rio e C&A lançam uma jersey comemorativa de 1985 a R$ 99,00, em quantidade limitada, exclusivamente online. Colaboração entre patrocinadora oficial e marca de moda de massa que vai fazer fila virtual travar antes do almoço.
Os ingressos entram em pré-venda para clientes Itaú e membros do Club em 2 de junho, com venda geral em 8 de junho às 19h, a R$ 870 a inteira na Ticketmaster. Esta colunista vai terminar o agachamento, pegar o cartão Itaú e garantir o assento. Negócio de R$ 3,36 bilhões é assim: quem hesita, assiste em casa.