Eu vinha no carro descendo para a Gávea quando decidi ligar direto pro Roberto Medina, porque a assessoria acabou de soltar o comunicado completo do Rock in Rio 2026 e eu precisava de contexto antes de escrever. Medina não decepcionou: o homem falou em “Em setembro, o Brasil vai se mudar para o Rio” com a convicção de quem já fez isso acontecer oito vezes. E desta vez o line-up deixa pouca margem para ceticismo.
A venda geral de ingressos começa no dia 8 de junho, às 19h, exclusivamente pelo Ticketmaster Brasil. O ingresso inteiro sai por R$ 870, a meia-entrada por R$ 435, e o cliente Itaú paga R$ 739,50 com 15% de desconto no cartão, parcelando em até 8x sem juros. Quem já tem o Rock in Rio Card tem até 8 de junho ao meio-dia para escolher o dia de uso, antes que os fãs da venda geral entrem na briga.
O line-up confirmado é daqueles que fazem fã de música abrir o extrato bancário com fé renovada. Foo Fighters, Elton John, Avenged Sevenfold, Twenty One Pilots, Bring Me the Horizon, Mumford & Sons, Stray Kids, Zara Larsson, Fatboy Slim e outros nomes aparecem na lista, vários deles em apresentações únicas no Brasil nesta edição.
Roberto Medina foi explícito no manifesto: a essência do festival vai além de contratar banda e vender ingresso, o impacto econômico esperado é de mais de R$ 3 bilhões para o Rio de Janeiro.
A pré-venda para clientes Itaú e membros do Rock in Rio Club começa antes, no dia 2 de junho a partir do meio-dia, e esgota, diferente da cota Club. A meia-entrada vale para estudantes, menores de 21 anos, maiores de 60, deficientes, professores da rede pública do Rio e até garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana, que esta coluna acha a inclusão mais charmosa do festival desde que instituíram a Cidade do Rock.

Setembro ainda parece longe, mas o dinheiro vai sair do bolso em junho. Roberto Medina pode dizer que o protagonista é o público, e eu concordo, desde que esse público saiba que a janela de compra tem dez minutos antes do código do PIX expirar.