O aumento dos casos de doenças respiratórias infantis tem colocado pediatras e famílias em estado de alerta em diversas regiões do país. Com hospitais registrando maior procura por atendimentos relacionados a vírus respiratórios e infecções recorrentes, cresce também a preocupação dos pais com a frequência cada vez maior de crianças que passam boa parte do ano entre consultas, medicamentos e afastamentos da escola. Nesse cenário, especialistas defendem que a prevenção volte a ocupar um papel central na saúde infantil.
É justamente essa realidade que motivou a pediatra Larissa Lucena, de Goiânia, a desenvolver o Pulmonare, suplemento voltado ao suporte da imunidade respiratória infantil. A médica afirma que a ideia surgiu após anos acompanhando famílias que convivem com episódios repetidos de gripes, bronquiolites, crises respiratórias e uso frequente de antibióticos. Segundo ela, muitos pais passaram a considerar normal que os filhos adoeçam diversas vezes ao longo do mês, uma percepção que merece atenção.
“Existe uma diferença entre as infecções esperadas da infância e um padrão que começa a comprometer a qualidade de vida da criança e da família”, afirma a pediatra. “Quando uma criança passa boa parte do ano doente, deixa de frequentar a escola regularmente, apresenta crises respiratórias constantes ou necessita repetidamente de medicamentos, é preciso investigar e fortalecer a prevenção.”

Para Larissa Lucena, um dos principais desafios atuais é combater a ideia de que imunidade se resume a um único fator. Na prática, segundo ela, o fortalecimento das defesas naturais da criança depende de um conjunto de hábitos que inclui alimentação equilibrada, sono adequado, vacinação atualizada, atividade física e acompanhamento médico regular. A suplementação, quando indicada por profissionais de saúde, entra como ferramenta complementar dentro desse processo.
A discussão ganhou força nos últimos anos diante do crescimento das síndromes respiratórias agudas graves em crianças pequenas. O vírus sincicial respiratório (VSR), por exemplo, tem sido apontado por especialistas como um dos principais responsáveis pelo aumento das internações infantis durante períodos de maior circulação viral. O impacto ultrapassa a questão médica e atinge diretamente a rotina das famílias, que enfrentam faltas ao trabalho, noites sem dormir e preocupação constante com a saúde dos filhos.

Nesse contexto, Larissa acredita que os pais estão mais atentos ao conceito de prevenção do que estavam há uma década. “Hoje existe uma busca maior por informação de qualidade. As famílias querem entender por que algumas crianças adoecem tanto, o que pode ser feito para reduzir essas ocorrências e quais hábitos realmente fazem diferença. Isso é positivo porque coloca a prevenção no centro da conversa.”
Mais do que lançar um produto, a médica afirma que seu objetivo é ampliar o debate sobre saúde respiratória infantil. Para ela, a principal mensagem é que imunidade não deve ser lembrada apenas quando a doença aparece. “O maior desafio é fazer com que as famílias entendam que cuidar da saúde respiratória começa muito antes da primeira crise. A prevenção continua sendo a ferramenta mais importante que temos para garantir qualidade de vida às crianças.”