A nova casa de Roberto Justus e Ana Paula Siebert ganhou um item que não se compra na esquina: uma pedra fossilizada marinha com formação estimada em 50 milhões de anos. A influenciadora mostrou o processo de escolha das pedras naturais da mansão e tratou a peça como um dos grandes destaques da construção.
Eu já estava chegando em Niterói, com a costureira me esperando e a ponte ainda grudada no humor do domingo, quando vi a pedra de 50 milhões de anos da casa dos Justus. Parei antes de descer do carro. Porque, meu amor, tem gente que escolhe porcelanato, tem gente que escolhe mármore, e tem gente que coloca um pedaço da pré-história no projeto de interiores como quem troca almofada da sala.
Ana Paula explicou que queria usar pedras naturais e brasileiras na construção. “São as mais lindas do mundo”, disse. Segundo ela, a escolha tem relação com valorizar materiais do país. “Não tem porquê buscar em outro lugar se temos aqui. Se tanta gente vem buscar aqui [no Brasil], eu queria muito, muito, muito prestigiar o Brasil na minha casa. Que a minha casa tivesse essa brasilidade”, afirmou.

A influenciadora também mostrou o processo de corte das chapas, feito com fio diamantado, e destacou que cada pedra tem desenho próprio. “São vários fios que vão cortando as chapas. Não tem uma fatia igual à outra. Você descobre qual que é o desenho que a natureza levou centenas de anos para formar e ele que fica na nossa casa”, explicou.
O detalhe que mais chamou atenção, porém, foi a pedra fossilizada marinha. Trata-se de uma rocha natural que preserva marcas de organismos do mar, como conchas e corais, formados há milhões de anos. Ana Paula ficou encantada com a peça. “Isso aqui é natural, tá? São fósseis. Isso é uma formação de 50 milhões de anos. É surreal. É ter um pedaço da história dentro de casa”, disse.

A esposa de Justus também afirmou que a “obra de arte da casa” será a piscina. Segundo ela, o espaço será feito de mármore verde, e a etapa mostrada nas redes envolvia justamente a escolha da chapa e da cor. Para outros cômodos, ela levou peças da marcenaria para comparar com as pedras escolhidas.
O problema, claro, é que quando uma casa de luxo transforma uma formação de 50 milhões de anos em “spoiler de obra”, a internet não assiste calada. Tem quem veja sofisticação, tem quem veja ostentação e tem quem olhe para o fóssil e pense que algumas coisas talvez devessem estar mais perto de um museu do que do living de uma mansão.
E é aí que a história fica maior que decoração. A pedra pode ser linda, rara, natural e tudo o que o arquiteto quiser escrever no memorial descritivo. Mas quando uma peça que carrega milhões de anos de história vira item de acabamento para casa de rico, o discurso de “valorizar o Brasil” começa a soar como legenda cuidadosamente polida para um troféu privado. A natureza levou eras para formar. A elite leva um story para transformar em status.