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Kátia Flávia
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Paulo Serra mantém pré-candidatura ao governo de São Paulo pelo PSDB

Paulo Serra, presidente da Executiva Estadual do PSDB paulista, desmentiu rumores de desistência e reafirmou que segue na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2026

Kátia Flávia

03/06/2026 15h30

Paulo Serra reafirmou sua pré-candidatura ao governo de São Paulo e negou qualquer possibilidade de desistência da disputa em 2026

Paulo Serra reafirmou sua pré-candidatura ao governo de São Paulo e negou qualquer possibilidade de desistência da disputa em 2026

Estou num café no Palermo, em Buenos Aires, esperando um croissant que demora mais do que político responde ligação. Porque o Paulo Serra, por enquanto, não está atendendo o meu celular. Tentei duas vezes desde que li a nota oficial do PSDB paulista desmentindo aquela história de que o partido teria recuado da disputa pelo governo de São Paulo. A nota é firme, o partido está de pé, a pré-candidatura existe e o tucano segue no páreo para 2026.

O comunicado, assinado pelo próprio Paulo Serra, na condição de presidente da Executiva Estadual e pré-candidato, foi categórico: não houve recuo, não existe qualquer reunião marcada para discutir desistência e o foco permanece na construção de um projeto para o estado de São Paulo. Nada de bandeira branca, nada de retirada estratégica, nada de tucano abandonando a pista antes da largada.

O movimento acontece em um momento importante para o PSDB, partido que governou São Paulo por quase três décadas consecutivas e agora busca reposicionar sua marca em um cenário político completamente diferente daquele que o levou ao protagonismo estadual. A legenda tenta reconstruir espaço, fortalecer sua base e demonstrar que ainda pretende disputar o comando do maior colégio eleitoral do país.

Na nota, Paulo Serra reforça que o trabalho segue concentrado na formação de alianças, no diálogo com diferentes setores e na elaboração de propostas voltadas ao futuro do estado. A estratégia passa pela construção de uma candidatura competitiva em um ambiente cada vez mais disputado.

Mas, convenhamos, minha gente, comunicado político é uma arte muito curiosa. Ele responde exatamente aquilo que quer responder. E foi justamente isso que me chamou atenção aqui do outro lado do continente.

Porque a nota fala em alianças. Fala em diálogo. Fala em construção. Fala em projeto. Mas não fala em vice.

E quem acompanha bastidor político sabe que, muitas vezes, é justamente aí que começam as conversas mais interessantes. O nome que vai compor uma chapa costuma revelar muito sobre a estratégia eleitoral, os apoios que estão sendo costurados e o caminho que a campanha pretende seguir.

Tentei falar com o Paulo Serra justamente para entender essa parte da história. Até agora, sem sucesso. O celular dele deve estar ocupado entre reuniões, articulações e aqueles encontros que oficialmente não existem, mas que sempre aparecem quando a eleição começa a ganhar forma.

Enquanto isso, sigo aqui em Buenos Aires, alternando entre café, croissant e atualizações de bastidor. Porque candidatura existe. Projeto existe. Nota oficial existe. Mas política, minha filha, começa mesmo quando surgem os nomes que ainda não foram anunciados.

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