do que a própria pessoa. Amores, tem mulher que não envelhece: apenas ganha coragem para dizer em voz alta o que muita gente ainda cochicha.
Em entrevista à Marie Claire, a atriz contou que sua relação com sexo e prazer mudou com o passar do tempo. Vera, que foi uma das grandes sex symbols dos anos 1980 e 1990, lembrou que já viveu muitos relacionamentos, casou duas vezes, teve filhos e namorou depois dos casamentos.



Ao ser questionada sobre prazeres atuais, ela respondeu com franqueza. “Todas essas aí, menos transar [risos]. Eu já namorei muito, casei duas vezes, tive dois filhos, namorei depois dos casamentos. Chega uma certa hora em que a solitude ajuda. E tem o seguinte: ninguém conhece nosso corpo melhor do que nós mesmas”, afirmou.
A atriz também defendeu que mulheres falem sobre masturbação sem vergonha. “Por que não podemos falar alto sobre masturbação? Podemos sim! É uma coisa que me dá muito prazer. Minha imaginação é muito fértil, imagino milhares de coisas para ficar excitada. E penso coisas que… Ah, os homens vão pirar se eu falar isso porque… Ah, não, não posso falar, mas eu tenho ideias muito loucas”, disse.
Vera ainda revelou que gosta de flertar em restaurantes, mas de um jeito mais sutil, quase cinematográfico. Ela contou que, em uma ocasião em São Paulo, percebeu um homem mais jovem olhando para ela e imaginou que ele pediria um autógrafo. Não era autógrafo, era paquera.
“Às vezes, quando estou em um restaurante, gosto de flertar. Teve um dia em São Paulo que vi um rapaz mais jovem me olhando. Pensei: ‘Pronto, vem pedir autógrafo’. Não. Ele ficou me olhando e eu olhando para ele. Era uma paquera! É gostoso paquerar assim, fica uma coisa meio na imaginação. É legal, eu gosto”, contou.
Para complementar o almoço que eu quase não consegui começar: Vera Fischer não deu entrevista, abriu uma janela e jogou tabu pela varanda. Aos 74 anos, ela não está pedindo autorização para sentir, flertar, imaginar ou escolher. E que os homens pirem, minha filha. Vera já avisou que conhece o próprio roteiro melhor do que qualquer protagonista convidado.