Robson Barros, conhecido pelo público como Rob, um dos primeiros paquitos do Xou da Xuxa, morreu neste sábado (20), aos 57 anos. A notícia foi divulgada por familiares e amigos nas redes sociais, com informações sobre velório e sepultamento em São Paulo. A causa da morte não foi revelada.
Depois da costureira, saí de Niterói já de olho no horário do almoço com as meninas no Rio, porque domingo com amiga marcada não perdoa atraso nem desculpa de trânsito. Entrei no carro, pedi uma água com gás para atravessar o caminho com dignidade e fui abrindo as mensagens acumuladas quando dei de cara com a notícia da morte do Rob. Aí, meus amores, não tem deboche que entre. Quem viveu a era da nave da Xuxa sabe que paquito não era figurante, era parte da memória afetiva de uma geração inteira.

Rob fez parte da primeira formação dos Paquitos, os assistentes de palco que ajudavam Xuxa a descer da nave, serviam o café da manhã, participavam das coreografias e também formavam um grupo musical. Era aquele Brasil de manhã colorida, criança em frente à televisão e uma turma que virou símbolo absoluto da fase mais pop da Rainha dos Baixinhos. Após deixar o programa, em 1993, Robson se afastou da televisão e passou a trabalhar com o irmão em uma empresa de eventos. Em 2018, ele chegou a relembrar o período de fama em entrevista ao Programa do Porchat. Rob era casado e pai de quatro filhos.

Nas redes sociais, antigos colegas lamentaram a perda. Egon Barbosa chamou Rob de “irmão de alma” e escreveu que ele foi “levar felicidade para outra dimensão”. Alexandre Canhoni também prestou solidariedade à família e aos amigos.
É uma notícia triste porque não fala só de um artista que partiu. Fala de uma época inteira que vai ficando mais distante, daquelas manhãs em que todo mundo sabia a música, a coreografia e o momento exato em que a nave ia abrir. Robson Barros fez parte desse imaginário, e isso não se apaga.