Amadas, a Morana decidiu brincar no modo hard e separou 15% de todo o orçamento de marketing só para influenciadoras. Quinze por cento. Em tempos de corte, isso soa como declaração de amor com firma reconhecida.
Na minha cabeça, a Morana entrou na sala de reunião, cruzou as pernas, respirou fundo e disse vamos profissionalizar esse romance. Desde 2021, a marca resolveu investir em relações longas, estáveis e com afinidade real. Nada de flerte rápido. Aqui tem contrato anual, acompanhamento de resultado e conversa constante.
O elenco é digno de capa. Um squad com 15 influenciadoras, entre elas Flavia Pavanelli, Niina Secrets, Tata Estaniecki, Amanda Brasil, Isa Rabello, Jordanna Maia, Lara Akel, Manu Canielas, Marina Likas e outras personagens que já sabem como segurar audiência e atenção. Cada uma com seu papel, seu público e seu jeito de contar história usando brinco, colar e pulseira.

A primeira dessa novela foi a Flavia Pavanelli, que entrou lá atrás e segue firme como personagem fixa. Daquelas que o público reconhece de longe e associa direto à marca. Coincidência nenhuma.
Nara Dutra, a cabeça por trás da estratégia, deixa claro que a ideia nunca foi só aparecer. A Morana quer gente que use, que goste, que se identifique e que consiga transformar acessório em conversa real com quem está do outro lado da tela. Influência aqui vira ferramenta, não enfeite.
O modelo é organizado, mas sem engessar ninguém. Existe direcionamento, alinhamento e coerência com o que está nas lojas, porém cada criadora fala do seu jeito, com sua estética e sua linguagem. A marca observa, ajusta, conversa e deixa fluir dentro do combinado. Glamour com planilha, meu amor.
E nada fica no campo da intuição. A Morana mede alcance, engajamento, performance e resultado direto. Usa links tagueados, cruza dados, compara custo e retorno. Algumas influenciadoras crescem dentro do projeto e passam a participar de campanhas maiores, institucionais e promocionais. Quem entrega, fica. Quem não entrega, roda em silêncio elegante.
Eu, Kátia Flávia, olho isso tudo e penso que a Morana entendeu cedo uma coisa simples e poderosa. Influenciadora não é mídia avulsa. É relação, acompanhamento e decisão estratégica. Enquanto muita marca ainda trata creator como figurante, a Morana escala elenco fixo e escreve roteiro pensando em longo prazo.
E assim, com colar no pescoço e KPI na mesa, a influência vira negócio sério. Sem drama gratuito, só aquele drama delicioso de quem sabe exatamente onde está colocando o dinheiro.