A LATAM acaba de pousar em Caldas Novas, e me digam se existe lance mais quente no mercado aéreo nesta segunda. A maior estância hidrotermal do planeta virou o 63º destino doméstico da patroa dos céus, conectada agora diretamente ao hub de Guarulhos, aquele salão nobre por onde desfila o glamour inteiro da aviação brasileira. De lá, a sereia termal goiana ganha passe livre para mais de 60 destinos nacionais e cerca de 90 internacionais. Ou seja, entrou para a alta sociedade do tráfego aéreo sem nem pedir licença.
Para quem quer entender a logística desse romance, anota a agenda: os voos saem de Guarulhos às 10h05 e pousam em Caldas Novas às 11h25, com a volta decolando às 12h20 e aterrissando no QG paulista às 13h45. Tudo a bordo da família Airbus A320, com lugar para até 180 passageiros sedentos por água quente. Em julho, mês de férias escolares e de gente fugindo do escritório, a coisa esquenta com voo diário. No resto do ano, a frequência cai para uma média de quatro voos semanais, porque até diva precisa descansar.

E olha, ninguém aqui nasceu ontem. A LATAM não pousou nessas águas só pela paisagem instagramável. O Centro-Oeste é o filé do Brasil, terra do agronegócio bilionário, da indústria e do comércio que não param de girar grana. A companhia já reinava em Brasília, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande, e agora abocanha mais um naco dessa região onde o boi gordo financia jatinho. Quem manda na malha aérea sabe exatamente onde estão as carteiras mais recheadas do país.
Falando em poder, deixa eu abrir o dossiê dos números, que é onde a fofoca fica séria. Desde 2021, a LATAM lidera os mercados doméstico e internacional brasileiros, segundo a própria Anac. No corporativo, segurou a coroa em 2025 pelo terceiro ano seguido, de acordo com a Abracorp. E tem mais: de 2012 para cá, inchou a operação de 44 para 63 aeroportos no país, montando a maior rede doméstica da própria história. Lá fora, são voos próprios para cerca de 90 destinos internacionais, 25 deles partindo direto do Brasil. Currículo de quem não brinca em serviço.
A festa de estreia rolou no Aeroporto Nelson Ribeiro Guimarães, com direito a corte de faixa e aquele lacinho de veludo azul que mais parecia presente de Dia das Mães. No tapetinho vermelho improvisado estavam Marcus Campos, gerente de Negócios Aeroportuários e Infraestrutura da LATAM Brasil, ao lado de Carlos Hirata e Aline Resende, representando a turma da Socicam e do aeroporto local. Marcus jurou que a rota aproxima pessoas, negócios e oportunidades, enquanto Alexander Cerqueira, diretor da Divisão de Aeroportos da Socicam, garantiu que a chegada da companhia é um avanço e tanto para a estância. Eu, que entendo do riscado, traduzo: caiu mais uma cidade na rede da patroa dos céus, e o Centro-Oeste que se ajeite, porque quando a LATAM resolve namorar um destino, ela não larga o osso tão cedo.