Eu estava saindo da academia, toda suada, carregando uma garrafa de água que custou o preço de um aluguel em 1998, quando os grupos de WhatsApp do Cosme Velho começaram a pipocar. A notícia atravessou a cidade mais rápido que motorista de aplicativo fugindo de corrida curta: Lucas Rangel teria dito que Kéfera foi a pior pessoa com quem já trabalhou. Imediatamente tentei falar com ela. Nada. Nem visualizou.
Enquanto eu insistia na ligação, Kéfera já respondia ao assunto em outro lugar e parecia genuinamente surpresa com a história. Ao ser informada da declaração, soltou um “gente, eu não tô nem sabendo” com a mesma energia de quem descobre uma reunião marcada sem ter sido convidada.
A reação chamou atenção justamente pela ausência de confronto. Não teve vídeo de resposta, não teve textão, não teve ameaça de exposed. Apenas surpresa.
Mas o detalhe mais comentado veio logo depois. Segundo Kéfera, ela e Lucas Rangel praticamente não possuem convivência. A influenciadora afirmou que os dois se encontraram poucas vezes em trabalhos e eventos ao longo da carreira.
“Mal conheço esse cara”, resumiu.

Foi uma resposta simples, mas suficiente para incendiar as redes sociais. Em poucos minutos, internautas passaram a debater quem teria sido mais ácido na situação: Lucas, ao classificá-la como a pior pessoa com quem trabalhou, ou Kéfera, ao sugerir que a convivência entre os dois sequer foi relevante o bastante para ficar guardada na memória.
A declaração de Lucas Rangel havia repercutido após ele responder uma pergunta sobre experiências profissionais negativas. Sem citar grandes detalhes do episódio, o influenciador apontou Kéfera como a pessoa mais difícil com quem já trabalhou.
A fala rapidamente ganhou espaço em páginas de entretenimento e perfis de fofoca, gerando reações divididas entre fãs dos dois criadores de conteúdo.
Nas redes, uma parte do público saiu em defesa de Lucas, enquanto outra interpretou a resposta de Kéfera como uma das formas mais elegantes de encerrar uma polêmica: simplesmente não reconhecer a importância dela.
Porque existe algo particularmente desagradável em ouvir alguém dizer que você foi a pior experiência profissional da vida dela. Mas existe algo ainda mais desconcertante: descobrir que essa pessoa quase não se lembra de você.
Até o fechamento desta coluna, a história seguia movimentando comentários e teorias. Já Kéfera, pelo menos aparentemente, continuava tocando a vida como quem descobriu a existência da treta depois que ela já tinha virado assunto nacional.
E vou confessar uma coisa: a internet adora uma guerra declarada. Mas, às vezes, a resposta mais devastadora não é um ataque. É um simples “quem?”.