Estava saindo de casa no Cosme Velho, bolsa de academia na mão, tênis novo no pé, já me preparando mentalmente para o agachamento que a personal reserva pra mim toda quinta no Leblon, quando o celular apitou com uma notícia que me arrancou um grito que assustou até o porteiro.
Jessie J anunciou na quinta-feira, 21 de maio, que o câncer de mama diagnosticado em junho do ano passado entrou em remissão. A cantora britânica detalhou os últimos exames nas redes sociais, emocionada, e escreveu que estava livre da doença, que soluçou durante horas e que exalou pela primeira vez em um ano. Uma notícia dessas não tem jeito, para tudo.

Créditos: Reprodução Instagram
Eu preciso ser honesta: a Jessie J não sai da minha playlist faz tempo. Ela é trilha sonora fixa das minhas manhãs a caminho do Leblon, aquela voz que dá força até pro agachamento mais ingrato. Quando veio o diagnóstico, acompanhei tudo com o coração na mão e torci com a seriedade de quem sabe o peso de uma batalha dessas.
Nas redes, o mundo explodiu em amor. Fãs, artistas e famosos do mundo inteiro inundaram os comentários dela com mensagens de celebração. E eu, que ainda estava na calçada do Cosme Velho com a bolsa de academia, fiquei tentando mandar mensagem, acionar qualquer canal pra falar com ela diretamente e gritar que estou aqui vibrando. Ainda não respondeu, mas a coluna é persistente.

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O glúteo vai ter que esperar até amanhã. Hoje a academia é dela, que venceu uma batalha brutal com a mesma potência da voz que o mundo inteiro conhece, e saiu do outro lado de pé, livre e chorando de alívio. Eu também.