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Kátia Flávia
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Influenciadora diz que caiu em “seita fitness” em que magreza valia mais que saúde

Emelly Sousa afirma que grupo de apoio ao emagrecimento virou ambiente de comparação extrema, pressão por medidas menores e idolatria de corpos muito magros

Kátia Flávia

16/06/2026 16h56

Emelly Sousa afirmou que caiu em uma espécie de seita fitness ligada à magreza

Emelly Sousa afirmou que caiu em uma espécie de seita fitness ligada à magreza

A influenciadora fitness Emelly Sousa, de 23 anos, afirmou que percebeu ter entrado em uma espécie de “seita fitness” ao notar que quase todas as conversas, metas e relações do grupo giravam em torno da perda de peso. Segundo ela, o que começou como apoio ao emagrecimento acabou se transformando em um ambiente de pressão, comparação e busca por magreza extrema.

Eu estava no meio de uma reunião por vídeo, fingindo plena atenção enquanto rabiscava qualquer coisa no canto do bloco, quando li essa história da Emelly piscando no celular. Pedi licença com aquela cara de “problema técnico”, desliguei a câmera por dois minutos e fiquei pensando na quantidade de mulher que entra em grupo procurando acolhimento e sai achando que valor pessoal cabe numa balança. Isso não é vida saudável, minha filha. Isso é culto com legging e déficit calórico.

Emelly contou que tudo começou de forma aparentemente positiva, em grupos voltados para alimentação, exercícios físicos e troca de experiências sobre emagrecimento. No início, parecia um espaço de incentivo entre pessoas com objetivos parecidos.

“Parecia um espaço de apoio, onde todo mundo tinha objetivos parecidos e se ajudava. Mas, com o tempo, as conversas passaram a girar quase exclusivamente em torno da balança e das medidas corporais”, afirmou.

A situação ficou mais clara, segundo ela, quando fotos de celebridades muito magras começaram a ser usadas como referência de corpo ideal. A atriz Lily Collins teria sido citada dentro desse ambiente como exemplo de meta física.

“Começaram a pedir fotos de evolução o tempo todo e comparar quem estava mais magra. Eu lembro de ver comentários sobre a atriz Lily Collins e pessoas tratando aquele tipo físico como uma meta a ser alcançada”, relatou Emelly.

A influenciadora disse que passou a perceber que a conversa já não era mais sobre saúde. Para ela, a dinâmica do grupo fazia parecer que quanto menor o peso, maior o reconhecimento recebido pelas participantes.

“Foi quando comecei a perceber que a conversa já não era mais sobre saúde. A impressão era de que quanto menos peso você tinha, mais reconhecimento recebia dentro daquele ambiente”, completou.

Emelly afirmou que começou a se sentir pressionada quando percebeu que sua autoestima estava ficando dependente da aprovação do grupo. Ela disse que acreditava estar buscando saúde, mas entendeu que havia passado a perseguir um padrão impossível.

“Quando me dei conta de que a minha autoestima estava ficando dependente da aprovação daquele grupo, entendi que aquilo não estava me fazendo bem. Eu achei que estava buscando saúde, mas em algum momento percebi que estava perseguindo um padrão impossível”, declarou.

A influenciadora agora diz considerar importante falar sobre o tema para alertar outras pessoas que entram em grupos parecidos buscando apoio e acabam encontrando cobrança por emagrecimento cada vez maior. “Quando a balança passa a definir o seu valor, alguma coisa está errada”, concluiu.

E aqui eu tiro o salto para falar sério. O mundo fitness vende muita coisa com embalagem de disciplina, mas às vezes o recheio é culpa, comparação e pânico de engordar. Apoio de verdade não transforma corpo alheio em competição, não distribui medalha para quem some na foto e não faz uma menina achar que ser menor é sinônimo de ser melhor. Se o grupo precisa que você desapareça para te aplaudir, foge. Isso não é projeto de saúde. É armadilha com playlist de treino.

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