Eu, Kátia Flávia, vou desenhar com glitter para não restar dúvida. Henrique e Juliano não estão flertando com a aviação. Eles já estão casados com ela há anos.
A dupla sertaneja acaba de investir em um Citation Sovereign+, jato executivo de médio porte, conhecido pelo alcance maior, conforto de cabine e autonomia para voos longos. A compra representa ampliação de frota, porque esse detalhe é essencial. Eles já tinham avião. O que muda agora é o tamanho da operação aérea.
E aqui entra o ponto que sustenta a pauta em pé, de salto alto. Juliano é piloto de avião habilitado. Não é curiosidade, não é curso recente para foto em simulador. Ele tem formação, licença para pilotar, horas de voo acumuladas e tradição familiar ligada à aviação. Em muitos deslocamentos, ele próprio assume o comando da aeronave, dentro das regras da operação.
Ou seja, quando a dupla entra no jatinho, não é só luxo. Tem cantor que canta e cantor que canta e pilota.
O novo Citation Sovereign+, no mercado internacional, pode custar entre US$ 13 e 14 milhões, variando conforme ano e configuração. Na conversão para o Brasil, somando impostos, importação e regularização, o valor pode chegar a até R$ 80 milhões. É cifra de artista que opera em escala industrial.
Atualmente, a aeronave passa por trâmites nos Estados Unidos antes de começar a operar no Brasil. A ideia é usar o jato para turnês nacionais, voos longos e compromissos internacionais, reduzindo tempo de deslocamento e dando mais controle à agenda.
Nos bastidores, ninguém trata isso como ostentação. Avião, aqui, é logística. É agenda apertada, estrada infinita e cachê que não aceita atraso. Quando o sertanejo vira empresa, o jatinho vira ferramenta de trabalho.