O Diário Oficial da União desta segunda-feira (22) publicou uma portaria do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que mais parecia rascunho esquecido no computador. No texto, o órgão designou como assistentes da Secretaria de Segurança Presidencial o major do Exército “Fulano de Tal” e o tenente da PMDF “Cicrano de Tal”.
Eu já estava no elevador, tentando sair de casa pela segunda vez, quando essa pérola de Brasília me atravessou o caminho. Apertei o botão do térreo, li de novo e quase voltei para dentro. Porque, meus amores, uma coisa é errar vírgula em ata de condomínio. Outra é publicar “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal” no Diário Oficial para trabalhar na segurança presidencial. Isso não é portaria, é grupo de trabalho do “depois eu preencho”.

A Portaria nº 172, de 19 de junho de 2026, foi publicada na edição desta segunda-feira e assinada por Vinícius Damasceno do Nascimento, diretor do Departamento de Gestão da Secretaria-Executiva do GSI. Além dos nomes genéricos, o texto também designou o sargento da Marinha Márcio Adriano de Jesus Leite para a função.
Na prática, os militares passariam a exercer a função de assistente na Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ocupando uma Gratificação de Representação da Presidência da República de nível IV. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o benefício é destinado a servidores vinculados a órgãos ligados diretamente à Presidência.
O trecho publicado dizia: “Ficam designados os militares a seguir para exercerem a função de ASSISTENTE na Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República”. Na lista, apareciam os seguintes nomes: “1º SG MB Márcio Adriano de Jesus Leite; Maj EB Fulano de Tal; e 1º Ten PMDF Cicrano de Tal”.
E ainda teve um detalhe que chamou atenção nas redes sociais. Especialistas em língua portuguesa lembraram que a forma tradicional da expressão seria “Sicrano”, com S, ao lado de “Fulano” e “Beltrano”, usados historicamente como nomes genéricos para representar pessoas indeterminadas. Ou seja: até o personagem fictício acabou entrando na história com pedido de revisão.
Procurado, o Gabinete de Segurança Institucional informou que identificou o erro e que a correção será publicada na próxima edição do Diário Oficial da União. O episódio rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou uma onda de comentários sobre o curioso deslize burocrático.
Eu sei que é erro administrativo, eu sei que será corrigido e eu sei que ninguém chamado Fulano de Tal deve aparecer amanhã controlando acesso ao Palácio do Planalto. Mas Brasília, quando resolve entregar comédia involuntária, não economiza criatividade. Nomear “Fulano” e “Cicrano” para a segurança presidencial é o tipo de situação que nem roteirista de sátira política teria coragem de colocar no papel sem medo de parecer exagerado.
Portaria do GSI saiu com nomes genéricos no lugar de militares que seriam designados como assistentes da Segurança Presidencial; órgão diz que vai corrigir o erro
O Diário Oficial da União desta segunda-feira (22) publicou uma portaria do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que mais parecia rascunho esquecido no computador. No texto, o órgão designou como assistentes da Secretaria de Segurança Presidencial o major do Exército “Fulano de Tal” e o tenente da PMDF “Cicrano de Tal”.
Eu já estava no elevador, tentando sair de casa pela segunda vez, quando essa pérola de Brasília me atravessou o caminho. Apertei o botão do térreo, li de novo e quase voltei para dentro. Porque, meus amores, uma coisa é errar vírgula em ata de condomínio. Outra é publicar “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal” no Diário Oficial para trabalhar na segurança presidencial. Isso não é portaria, é grupo de trabalho do “depois eu preencho”.
A Portaria nº 172, de 19 de junho de 2026, foi publicada na edição desta segunda-feira e assinada por Vinícius Damasceno do Nascimento, diretor do Departamento de Gestão da Secretaria-Executiva do GSI. Além dos nomes genéricos, o texto também designou o sargento da Marinha Márcio Adriano de Jesus Leite para a função.
Na prática, os militares passariam a exercer a função de assistente na Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ocupando uma Gratificação de Representação da Presidência da República de nível IV. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o benefício é destinado a servidores vinculados a órgãos ligados diretamente à Presidência.
O trecho publicado dizia: “Ficam designados os militares a seguir para exercerem a função de ASSISTENTE na Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República”. Na lista, apareciam os seguintes nomes: “1º SG MB Márcio Adriano de Jesus Leite; Maj EB Fulano de Tal; e 1º Ten PMDF Cicrano de Tal”.
E ainda teve um detalhe que chamou atenção nas redes sociais. Especialistas em língua portuguesa lembraram que a forma tradicional da expressão seria “Sicrano”, com S, ao lado de “Fulano” e “Beltrano”, usados historicamente como nomes genéricos para representar pessoas indeterminadas. Ou seja: até o personagem fictício acabou entrando na história com pedido de revisão.

Procurado, o Gabinete de Segurança Institucional informou que identificou o erro e que a correção será publicada na próxima edição do Diário Oficial da União. O episódio rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou uma onda de comentários sobre o curioso deslize burocrático.
Eu sei que é erro administrativo, eu sei que será corrigido e eu sei que ninguém chamado Fulano de Tal deve aparecer amanhã controlando acesso ao Palácio do Planalto. Mas Brasília, quando resolve entregar comédia involuntária, não economiza criatividade. Nomear “Fulano” e “Cicrano” para a segurança presidencial é o tipo de situação que nem roteirista de sátira política teria coragem de colocar no papel sem medo de parecer exagerado.