Eu estava saindo de casa no Cosme Velho, atravessando a Gávea para uma reunião que não podia esperar, quando o celular começou a vibrar com uma notícia que parou tudo. A Globo acabou de varrer o New York Festivals TV & Films Awards 2026, uma das premiações internacionais mais respeitadas do audiovisual, com nove troféus anunciados oficialmente na última quarta-feira. No carro, eu já sabia que precisava contar isso antes de qualquer pauta da reunião.
O pacotão veio de todos os lados da casa. Os Estúdios Globo foram prata duas vezes na categoria Filmes Longa-Metragem, com “Confia: Sonho de Cria”, dirigido por Fábio Rodrigo, e com “Vítimas do Dia”, de Bruno Safadi. O Esporte Espetacular também entrou na festa com mais dois pratas: o episódio da série “Planeta Extremo” levou em Documentário Esportivo, e a reportagem “Saltos e Sonhos de Lielson”, do repórter André Gallindo, venceu em Cobertura Esportiva sobre Justiça Social.
A joia da coroa, porém, ficou com o Globoplay. A série documental “O Labirinto do Ártico”, coprodução com o canal OFF estrelando o explorador Sylvestre Campe numa expedição inédita brasileira pelo gelo, levou o Gold Tower, o ouro, na categoria Mudanças Climáticas e Sustentabilidade. Conteúdo brasileiro sobre o Ártico ganhando em Nova York é o tipo de frase que eu precisaria repetir duas vezes num coquetel para ser acreditada.

A área de Promoções da TV Globo ainda foi à festa e não voltou de mãos vazias: dois ouros, um para a chamada da Fórmula 1 e outro para a campanha “Fight na Globo”; uma prata para a chamada da Copa do Mundo de 2026; e um bronze pela direção de arte da chamada de elenco da novela “Coração Acelerado”. Quatro prêmios só de material promocional é de deixar agência de publicidade com ciúme.
Nove troféus em Nova York, produção indo do esporte à crise climática, do longa ao VT de trinta segundos. A Globo está em outro patamar ou, pelo menos, é o que ela quer que o mundo acredite, e desta vez o mundo concordou.