A crise envolvendo Samir Xaud deixou de ser apenas assunto de cartola e já teria chegado aos bastidores da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Segundo o portal LeoDias, jogadores do elenco e integrantes da comissão técnica foram informados sobre os gastos atribuídos ao presidente da CBF em viagens internacionais e demonstraram incômodo com a situação.
Eu já tinha largado a bolsa no sofá e colocado os óculos na ponta do nariz para fingir que ia resolver coisa séria, quando o escândalo atravessou a porta do vestiário. Li a atualização, endireitei a postura e pensei: pronto, agora não é mais só hotel, acompanhante e cartão corporativo emocional. A fofoca chegou onde dói, no grupo que deveria estar pensando apenas em ganhar jogo.

De acordo com a reportagem, o assunto passou a circular entre membros da delegação nos últimos dias, em pleno Mundial. As informações teriam chegado por fontes internas ligadas ao futebol brasileiro e passaram a ser comentadas de forma reservada entre atletas e profissionais que acompanham o dia a dia da Seleção.
O incômodo estaria relacionado aos valores atribuídos às despesas do presidente da CBF em viagens internacionais e ao uso da estrutura da entidade para custear gastos ligados a pessoas próximas ao dirigente. Nos bastidores, alguns integrantes avaliam que os valores são incompatíveis com o momento da confederação e geram desgaste para a imagem institucional da entidade.
O desconforto não teria parado nos jogadores. Carlo Ancelotti também já foi informado sobre os episódios envolvendo a presidência da CBF. O técnico acompanha os desdobramentos com atenção, embora siga mantendo o foco no desempenho esportivo da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo.
Pessoas ligadas à comissão técnica afirmam que existe preocupação com o impacto do caso dentro da competição. A leitura interna é simples e venenosa: em vez de concentração total no campo, a delegação agora precisa lidar com barulho extracampo, perguntas sobre a presidência da entidade e uma crise que cresce no pior momento possível.

O ambiente entre jogadores e comissão ainda é descrito como profissional, mas o tema teria criado desconforto e virado mais um fator de pressão sobre a gestão atual da CBF. À medida que novas revelações surgem, cresce também a cobrança por esclarecimentos sobre os gastos de Samir Xaud e sobre o uso da estrutura da confederação em agendas internacionais.
E aí, meus amores, a coisa muda de patamar. Enquanto a Seleção Brasileira tenta se organizar para a próxima partida, a presidência da CBF parece ter levado para dentro da Copa uma mala que ninguém quer carregar. Se o time já vinha pressionado pelo empate com Marrocos, agora ainda precisa ouvir que o chefe da entidade virou assunto por hotel de luxo, acompanhantes e conta questionada. No futebol, isso tem nome: bola dividida dentro da própria casa.