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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Filha de Xanddy e Carla Perez assume ser lésbica e fala de heterossexualidade

Camilly Victória abriu o jogo nos stories sobre sexualidade, relacionamento discreto e assédio, com uma maturidade que deixou a internet sem palavras. Carla Perez criou bem, gente

Kátia Flávia

16/04/2026 15h30

Filha de Xanddy e Carla Perez assume ser lésbica e fala de heterossexualidade | Reprodução (Instagram)

Filha de Xanddy e Carla Perez assume ser lésbica e fala de heterossexualidade | Reprodução (Instagram)

Eu já estava quase em Nápoles, com o vento do Tirreno batendo na janela do trem e o celular na mão como sempre, quando os stories de Camilly Victória explodiram na minha tela. Filha de Xanddy e Carla Perez, a jovem resolveu sentar na cadeira da verdade na noite de quarta-feira e responder perguntas anônimas dos seguidores com uma honestidade que fez a internet parar de respirar por uns bons minutos.

Camilly contou que já passou pelo processo que ela mesma definiu como heterossexualidade compulsória, que é a pressão social que empurra mulheres a se relacionarem com homens antes de conseguirem olhar de verdade para o que sentem. Ela disse que a sexualidade é fluida, que muitas lésbicas passam por isso, e completou com uma frase que vai circular por muito tempo: “Se entender é um processo muito bonito, mesmo quando é confuso no começo.” Sobre o relacionamento atual, deixou claro que o Instagram dela é sobre música e trabalho, e que não vê necessidade de expor o que guarda para si.

Os stories viralizaram na velocidade que só acontece quando alguém fala algo verdadeiro sem rodeio. O @choquei postou, os comentários foram de apoio quase unânime, e a palavra “representatividade” apareceu nas respostas mais vezes do que eu consigo contar daqui de dentro do trem.

Kátia lê assim: tem algo muito bonito acontecendo quando uma jovem criada dentro de uma família gospel tradicional do axé music baiano consegue falar sobre identidade com esse nível de clareza e sem drama. Camilly não fez anúncio, não fez performance, não usou hashtag. Respondeu perguntas anônimas com a tranquilidade de quem já resolveu isso consigo mesma há algum tempo e só estava esperando a pergunta certa para colocar em palavras.

Ela ainda falou sobre assédio masculino, disse que evita festas sem público LGBT porque as experiências com homens héteros “nunca foram boas”, e encerrou com um recado que resume tudo: “Só saibam que estou extremamente feliz e que meu relacionamento não deveria ser prioridade na vida de ninguém.” Minha filha, com essa frase ela encerrou o assunto, guardou a chave no bolso e foi embora. Respeito.

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