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Kátia Flávia
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Equipe de Deolane diz que prisão foi “desproporcional” e promete provar inocência

Defesa da influenciadora se pronunciou após prisão preventiva na Operação Vérnix e afirmou confiar na imparcialidade da Justiça

Kátia Flávia

22/05/2026 8h27

Atualizada 25/05/2026 11h21

Deolane Bezerra foi levada pela polícia durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro.

Deolane Bezerra foi levada pela polícia durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro.

Eu estava rolando as notícias logo cedo, naquela tentativa de entender se o Brasil tinha dormido em paz ou acordado em modo operação policial, quando apareceu a nota da defesa. E sinceramente? Se teve uma coisa que essa operação entregou foi roteiro completo de série criminal com influenciador, ostentação, investigação milionária e internet funcionando em plantão permanente.

Depois de um dia inteiro vendo o nome de Deolane Bezerra dominar a internet como se o Brasil inteiro tivesse virado grupo de fofoca premium, a equipe jurídica da influenciadora resolveu quebrar o silêncio. Na noite de quinta-feira, os advogados publicaram um comunicado nas redes sociais afirmando que consideram “desproporcionais” as medidas adotadas pela Justiça contra a ex-Fazenda.

No comunicado, a defesa reforça a inocência de Deolane e afirma que seguirá colaborando com as investigações. A nota também destaca confiança no discernimento e na imparcialidade do Poder Judiciário.

“Consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades”, diz um trecho do posicionamento.

A prisão aconteceu durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre os alvos da operação estão familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder máximo da facção criminosa. Segundo as investigações, uma transportadora sediada em Presidente Venceslau teria sido usada para movimentar recursos e ocultar patrimônio ligado ao grupo.

Segundo os investigadores, contas relacionadas à influenciadora receberam depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. Os repasses teriam acontecido de forma fracionada e, somados, chegaram perto de R$ 700 mil. Parte dos valores teria sido enviada por um homem da Bahia investigado como possível “laranja” do esquema.

Mandados de prisão preventiva e buscas também foram cumpridos contra outros investigados. Além de Deolane, imóveis ligados à influenciadora foram alvo da operação.

No fim, o caso virou exatamente o tipo de roteiro que a internet acompanha sem piscar: operação policial, milhões bloqueados, influenciadora famosa, ostentação, investigação criminal e redes sociais funcionando como transmissão ao vivo do caos.

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