Eu estava acomodada na poltrona do avião rumo a Buenos Aires, tentando decidir se assistia a um filme ou finalmente colocava em dia os e-mails acumulados da semana, quando uma amiga do mercado imobiliário me mandou a apresentação do Península Três Marias. Minha filha, esqueci o filme, esqueci o café e fui direto para os números. Porque quando um empreendimento movimenta cerca de R$ 90 milhões em menos de dez dias, o mercado inteiro presta atenção.
O lançamento do Península Três Marias, empreendimento da Elemental Construtora, começou chamando atenção logo nas primeiras apresentações realizadas em São Paulo e Belo Horizonte. Em menos de dez dias, aproximadamente 38% das 39 unidades disponibilizadas na fase family & friends registraram adesão preliminar, formando uma carteira potencial próxima de R$ 90 milhões.

O projeto prevê um investimento de R$ 400 milhões e um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 2 bilhões. O empreendimento ocupará uma área de cerca de 630 hectares às margens da represa de Três Marias, um dos maiores espelhos d’água do país.
A proposta vai além da venda de imóveis. A ideia é transformar a região em um novo destino de lazer e convivência para famílias de alta renda, combinando natureza, hospitalidade, esportes náuticos, privacidade e infraestrutura de alto padrão. Nos bastidores do setor, o conceito já vem sendo comparado a destinos consagrados como os lagos de Garda e Como, na Itália.
Das 39 chamadas “Casas Suspensas” lançadas nesta primeira etapa, 15 já receberam manifestações formais de interesse. As unidades possuem metragens entre 200 m² e 800 m², todas com vista permanente para a represa.
Segundo a incorporadora, a maior parte dos interessados é formada por empresários e famílias que buscam uma segunda residência próxima dos principais centros econômicos do país, mas distante da rotina acelerada das grandes cidades.
Um dos diferenciais mais comentados do projeto é a parceria firmada com a Flapper para a criação de uma frota dedicada de cinco aeronaves. O plano prevê um jato executivo, uma aeronave anfíbia e outros três aviões destinados ao transporte dos proprietários a partir de aeroportos como Campo de Marte, Pampulha, Brasília e Goiânia.
A estratégia busca reduzir o tempo de deslocamento e posicionar Três Marias como um novo polo de turismo residencial de luxo conectado aos principais mercados emissores de renda do país.
Além do acesso aéreo, o empreendimento prevê marina para embarcações de grande porte, experiências náuticas, áreas de convivência e infraestrutura voltada ao turismo de alto padrão. A proposta é criar um destino capaz de movimentar a economia local durante todo o ano, e não apenas em períodos de férias.
Nos bastidores do mercado imobiliário, a avaliação é que o Península Três Marias pode inaugurar uma nova fronteira para o segmento de luxo em Minas Gerais. A combinação entre lago navegável, natureza preservada, mobilidade aérea e hospitalidade premium cria um produto ainda raro no cenário nacional.
Confesso que terminei a apresentação olhando pela janela do avião e pensando que faz tempo que um projeto imobiliário não surge com uma proposta tão ousada. Porque uma coisa é vender uma casa de luxo. Outra, completamente diferente, é vender um estilo de vida que começa na pista de pouso, passa pela marina e termina assistindo ao pôr do sol sobre um dos maiores lagos do Brasil.