Eu ainda estava tomando meu guaraná em pó aqui em casa, em Cosme Velho, me preparando para a academia antes de pegar o voo para São Paulo, quando parei para ler as homenagens que o meio audiovisual vinha fazendo a Rene Belmonte. Uma despedida coletiva e sentida, de gente que trabalhou ao lado dele por anos e que não encontrou palavras grandes o suficiente para o tamanho da perda.
Rene Belmonte assinou os roteiros das franquias “Se Eu Fosse Você” e “De Pernas Pro Ar 3”, escreveu filmes como “Sexo, Amor e Traição”, “Entre Lençóis” e “Assalto ao Banco Central”, e colaborou nas novelas “Rebelde”, da Record, e “Novo Mundo”, da Globo, além da série “Nova Direção”. A ABRA confirmou a morte. Cinquenta e cinco anos, e uma filmografia que o Brasil inteiro conhece de cor.

As homenagens vieram rápido e vieram com peso. Drica Moraes escreveu sobre a tristeza enorme e mandou amor aos familiares. Claudia Souto resumiu tudo em três palavras: “Luz, Rene.” Daniel Del Sarto disse que a vida não tem roteiro, e Thelmo Fernandes se despediu com pesar. A produtora Mariza Leão, que trabalhou com ele em “De Pernas Pro Ar 3”, lembrou de um profissional brilhante e de um ser humano delicado e gentil.

O cinema e a TV brasileiros perdem alguém que fez o país rir por décadas, que colocou personagens dentro das casas das pessoas e que deixa um vazio que nenhum roteiro consegue preencher.