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Kátia Flávia
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Boninho cria reality em que dormir na casa certa já é estratégia

Casa do Patrão, novo reality criado por Boninho em parceria com Disney+ e RECORD, divide os participantes em três casas com confortos radicalmente diferentes. A ocupação muda a cada semana e define diretamente as relações de poder, as tarefas e o rumo do jogo

Kátia Flávia

28/04/2026 16h00

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A Casa do Patrão | Antonio Chahestian/RECORD

Tava aqui na varanda de Cosme Velho, tomando meu café com vista pro Cristo, quando o telefone tocou com um briefing que me deixou com vontade de ligar o Disney+ na hora.

Boninho, o homem que passou duas décadas transformando confinamento em esporte nacional, assinou com Disney+ e Record um novo reality chamado Casa do Patrão. E dessa vez a sacada é arquitetônica antes de ser dramática: três casas com regras, confortos e trabalhos completamente diferentes, e a divisão entre elas não é decorativa. É o próprio jogo.

A Casa do Patrão tem banheira de hidromassagem, frigobar, mármore verde no banheiro e a liberdade de escolher quem sobe pra passar a noite lá. A Casa do Trampo tem café passado na mão, louça lavada numa pia só, fogão simples e a missão de preparar a comida pra todo mundo, incluindo pros rivais que estão na hidromassagem. A Casa da Convivência fica no meio do campo com mesa de sinuca, sofá amplo e a cabine de votação, onde o público vota pra manter quem quer ver no jogo. Lógica invertida, sim. Boninho clássico, também.

O quintal conecta tudo, com piscina aquecida, academia e supertelhado retrátil eletrônico que funciona chuva ou sol. O apresentador é Leandro Hassum, num estúdio suspenso com visão privilegiada sobre toda a movimentação. E tem dinheiro circulando dentro do jogo: saldo inicial, escolhas que custam, refeições que dependem de consenso coletivo. O grupo De Boa pode pedir filé mignon. O Trampo prepara e serve. Aí fica difícil não ter opinião.


Daniela Leal, diretora de arte do projeto, contou que as casas precisavam jogar junto com as pessoas, provocar comportamentos e influenciar o ritmo das relações. Pelo que dá pra ver nas imagens, conseguiram: a Casa do Trampo tem cara de casa de avó brasileira, daquelas que a gente reconhece antes de entrar. A Casa do Patrão tem cara de loft de quem chegou e sabe que chegou.

Boninho entende como ninguém que o ser humano revela quem é quando está cansado, mal dormido ou com fome. Numa casa onde dormir bem é privilégio e lavar a roupa alheia é obrigação de jogo, não demora muito pra aparecer o que cada um carrega por baixo da estratégia.​​​​​​​​​​​​​​​​

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