Pâmela Tomé revelou que interpretar Xuxa na série “Senna”, da Netflix, foi um dos projetos mais especiais de sua carreira. A atriz, que está de volta à Globo como protagonista do microdrama “Herdeira por direito, milionária por vingança”, contou que mergulhou nos estudos para viver a apresentadora e afirmou que não fez apenas uma imitação: para ela, a experiência foi de entrega total.
Eu ainda estava no café, já naquele estágio em que a mesa vira quartel-general sem ninguém admitir, com xícaras espalhadas, pedido de almoço sendo negociado e cada uma calculando se dava tempo de passar em casa, tomar banho e reaparecer às 12h30 com dignidade, quando caiu a entrevista da Pâmela Tomé falando de Xuxa. Eu estava convocando as meninas para almoçar lá em casa, organizando a logística do banho coletivo, cada uma no seu banheiro, graças a Deus, quando li a frase: “Eu não digo que eu fiz a Xuxa, eu vivi a Xuxa.” Pronto. Quem fala isso sobre a Rainha dos Baixinhos não está só comentando um papel, está pedindo passagem no túnel da memória nacional.
Pâmela contou que, antes mesmo de ser escalada para viver Xuxa em “Senna”, já ouvia comentários sobre a semelhança entre as duas. Segundo a atriz, desde pequena as pessoas diziam que ela parecia com a apresentadora. A identificação continuou até nos bastidores de seu novo trabalho, mesmo com o cabelo escuro nas gravações. A equipe brincava: “Vem gravar, minha Xuxa”.

A atriz afirmou que esse caminho pareceu natural, quase como se a vida a conduzisse até o papel. “É uma história muito bonita, porque as pessoas já diziam que nos parecemos. Desde pequena me falam isso”, disse Pâmela, ao lembrar a trajetória que a levou até a personagem na produção da Netflix.
Para viver Xuxa, Pâmela mergulhou em material de pesquisa, se isolou e se guardou para o trabalho. Ela afirmou que queria honrar a história da apresentadora e a figura que ela representa. “Foi um dos projetos mais especiais da minha vida, foi mágico. Tinha muito material para estudar, então mergulhei nos estudos, me isolei, me guardei para viver essa mulher, porque eu queria muito honrar a história da Xuxa, a figura que ela é”, afirmou.
A atriz também destacou a dimensão internacional da oportunidade: “Eu sabia que tinha uma responsabilidade muito grande nas mãos e que era uma oportunidade de levar o meu trabalho para o mundo todo. Eu não digo que eu fiz a Xuxa, eu vivi a Xuxa. Depois ainda continuei com trejeitos dela na minha casa, na minha vida”.

O encontro presencial entre as duas ainda não aconteceu, mas Pâmela disse acreditar que ele virá. Quando “Senna” foi lançada, ela não estava no Rio de Janeiro e enviou uma mensagem para Xuxa contando o quanto tinha sido importante viver aquela experiência. Segundo a atriz, a apresentadora respondeu de forma carinhosa.
“Eu tenho isso no meu coração, acredito que esse encontro vai acontecer. Quando a série foi lançada, eu não estava no Rio de Janeiro. Mandei uma mensagem para ela contando o quanto tinha sido lindo e importante para mim viver tudo aquilo. Ela foi maravilhosa, me respondeu. Ela é um ícone. A gente ficou de se encontrar. Eu acredito muito nas surpresas da vida. Também falei com a Sasha em um evento, ela me parabenizou. Foi muito especial”, afirmou.
Além de falar sobre Xuxa, Pâmela comentou seu retorno à Globo em “Herdeira por direito, milionária por vingança”, novo microdrama do Globoplay. Na produção, ela vive Luísa, uma mulher traída pelo marido, interpretado por Ricardo Vianna, e pela melhor amiga, papel de Bárbara França. A atriz disse estar feliz por voltar à emissora, onde começou em “Malhação”, e destacou os reencontros com antigos colegas de trabalho.
Mas, na mesa do café, ninguém conseguiu sair de Xuxa. Porque tem personagem que é papel; Xuxa é patrimônio emocional, televisivo e capilar de um país inteiro. Pâmela voltou à Globo, vai protagonizar microdrama, quer fazer vilã, cinema e teatro, mas bastou dizer que “viveu” Xuxa para a pauta ganhar outro tamanho. Eu fechei a conta do café pensando que certas rainhas nem precisam aparecer pessoalmente: basta alguém dizer o nome delas com respeito que a sala inteira muda de luz.