Carlos Alberto de Nóbrega, de 90 anos, precisará passar por uma cirurgia cardíaca para implantar um marcapasso na próxima segunda-feira (19). O apresentador foi diagnosticado com o vírus Coxsackie tipo 2, que agravou um quadro preexistente de insuficiência cardíaca.
Eu já tinha entrado na Tipos Infames, em Malasaña, e parei diante de uma estante quando li a notícia. Tem gente que ocupa a televisão brasileira de um jeito tão cotidiano que a gente esquece a dimensão que tem até receber um boletim médico assim. Carlos Alberto é praticamente patrimônio do banco mais famoso do SBT.
Segundo o comunicado divulgado pela equipe do apresentador, a infecção provocou uma descompensação, com bradicardia e outras arritmias. Por isso, os médicos indicaram a colocação do marcapasso. Ele segue internado, estável e sem complicações.

Eu fechei o livro que tinha acabado de puxar da prateleira e fiquei pensando como, aos 90 anos, Carlos Alberto continua sendo sinônimo de trabalho. Não é pouca coisa chegar a essa idade com uma história tão longa na TV e ainda ser a figura que segura A Praça É Nossa toda semana.
Renata de Nóbrega, mulher do apresentador, explicou que a infecção evoluiu para uma miocardite pós-viral, uma inflamação no músculo cardíaco. Ela informou que o marido está em uma unidade semi-intensiva e acompanhado pelas equipes do cardiologista Roberto Kalil e do infectologista David Uip.
Eu até tentei voltar para a escolha do livro, mas não dava para ignorar o alerta que o próprio caso traz: fadiga e indisposição persistentes não podem ser tratadas apenas como “coisa da idade”. Renata estranhou a continuidade dos sintomas e insistiu na investigação, o que levou à descoberta do problema.

Nos últimos meses, o humorista vinha relatando cansaço. Em março, ele chegou a ser hospitalizado por uma pneumonia inicial e apareceu nas redes para tranquilizar o público. Agora, a situação exige mais cuidado, mas o boletim divulgado pela família é de estabilidade.
Eu saí da livraria torcendo para que ele atravesse essa etapa com a mesma firmeza de quem passou décadas comandando uma praça inteira e fazendo o país rir. Neste momento, a prioridade é uma só: recuperação, silêncio em volta e muito carinho para o dono daquele banco.