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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Antes de virar o “rei da sofrência”, Pablo vendia picolés nas ruas e cantava em bares com o pai

Cantor, que se apresenta hoje no “Domingo Legal”, começou cedo na Bahia, trabalhou como ambulante e ajudou a transformar o arrocha em fenômeno popular

Kátia Flávia

31/05/2026 12h07

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Antes da fama, Pablo cantava em bares ao lado do pai e chegou a vender picolé.

Pablo será atração musical do “Domingo Legal” deste domingo (31), no SBT, mas antes de chegar aos palcos da televisão, o cantor baiano teve uma trajetória bem distante do glamour. Nascido Agenor Apolinário dos Santos Neto, em Candeias, na Bahia, ele começou cantando em bares ao lado do pai, trabalhou como vendedor ambulante e chegou a vender picolé antes de se tornar um dos nomes mais importantes do arrocha.

Eu já estava em casa, no Cosme Velho, tentando transformar banho rápido em milagre de organização doméstica, porque inventei almoço para as meninas às 12h30 e agora precisava fazer parecer que sempre houve um plano, quando caiu a história do Pablo. As amigas tinham ido cada uma para sua casa cumprir o ritual de sobrevivência dominical, e eu estava entre toalha de lavabo, cabelo molhado e a pergunta fundamental sobre gelo, quando li: antes da fama, Pablo vendia picolé. Pronto. O arrocha ganhou carrinho, feira e certidão de nascimento popular.

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Pablo será atração musical do “Domingo Legal” deste domingo no SBT.

Em entrevista ao “Viver Sertanejo”, da Globo, Pablo relembrou que trabalhou em várias funções antes de a carreira musical decolar. “Eu já fiz tanta coisa na minha vida, que eu até me perco, sabe? Eu já fui vendedor ambulante, de vender panela, vender colcha, sorvete, vendia picolé. E quando era isso, chegava de manhã cedo, às vezes dormia umas meia horinha e saía para a feira, para uma barraca de verdura”, contou.

O cantor também intercalava esses trabalhos com pequenas apresentações, conhecidas como serestas. Ainda criança, acompanhava o pai em barzinhos e chamava atenção do público quando subia ao palco para cantar. Antes do título de rei do arrocha, houve feira, pouco sono, bico, bar, família e um menino aprendendo a segurar microfone enquanto tentava ajudar em casa.

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Cantor nasceu em Candeias, na Bahia, e começou a carreira ainda jovem.

Pablo nasceu em 14 de outubro de 1985 e começou a carreira musical ainda jovem. Segundo registros sobre sua trajetória, ele iniciou o caminho profissional em 2002 e, aos 15 anos, recebeu convite para ser vocalista da banda Asas Livres. Foi ali que teve as primeiras experiências com o arrocha.
Uma das curiosidades mais fortes dessa história é que a própria palavra “arrocha” teria sido usada por Pablo nos shows como um chamado ao público. Aquilo que começou como expressão de palco virou marca, ritmo, movimento e trilha sonora de sofrimento nacional. Tem artista que entra em um gênero. Pablo ajudou a dar nome ao incêndio.

Antes da carreira solo, ele passou pela Asas Livres e depois pelo Grupo Arrocha. Após o sucesso na primeira banda, saiu com Nelsinho para formar o novo projeto, que mais tarde passou a se chamar Pablo & Grupo Arrocha, colocando seu nome no centro da história.
Neste domingo, Pablo leva essa trajetória ao “Domingo Legal”, comandado por Celso Portiolli. O programa terá uma apresentação especial do cantor com sucessos do arrocha, além do “Passa ou Repassa” ao vivo, com MC Jacaré, MC Meno K, Japa NK, Flávia Reis, Paulinho Gogó e Maria Eduarda de Carvalho.

Eu terminei de arrumar a mesa pensando nisso: Pablo vai cantar no SBT, mas a curiosidade boa está antes do palco iluminado. Está no menino de Candeias, no picolé vendido, na feira cedo, no bar com o pai, no convite aos 15 anos e na palavra “arrocha” saindo da boca dele até virar um país inteiro sofrendo no refrão. Celso Portiolli pode comandar a bagunça, mas quem chega com a senha da emoção é Pablo.

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